SAÚDE PÚBLICA

Saúde terá 300 unidades móveis para atender população em situação de rua

Política nacional foi anunciada por Alexandre Padilha em São Paulo e prevê consultas, exames, testes rápidos e curativos nas ruas

Por Sputnik Brasil Publicado em 24/06/2026 às 19:43
Padilha anuncia política de saúde para população em situação de rua em São Paulo © Sputnik / Guilherme Correia

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou nesta quarta-feira (24), em São Paulo (SP), a política nacional de atenção à saúde da população em situação de rua.

O governo federal informou que irá distribuir, ainda neste ano, 300 unidades de saúde padronizadas em todo o país. Os veículos serão equipados para realizar consultas, exames e curativos diretamente nas ruas.

O anúncio foi feito na Pastoral de Rua, na região da Luz, em parceria com o padre Júlio Lancellotti. “Não tinha outro lugar para a gente lançar essa política nacional”, afirmou Padilha.

O ministro lembrou que, em sua primeira passagem pelo Ministério da Saúde, em 2011, transformou iniciativas existentes em diferentes regiões do país na primeira portaria permanente de saúde para moradores de rua, tendo como base direta o trabalho realizado na pastoral paulistana.

As 300 unidades móveis serão compradas e padronizadas pelo Ministério da Saúde. A estrutura permitirá realizar exames ginecológicos, consultas, coleta de exames de sangue, testes rápidos, curativos e atividades de educação em saúde. “Vão até onde as pessoas estão na rua”, disse Padilha.

Segundo o ministro, a estrutura funcionará como uma unidade básica de saúde adaptada à realidade das ruas. Entre as prioridades, ele citou o atendimento às mulheres e o início precoce do pré-natal. “A gente vai lá até onde as pessoas estão pra fazer o pré-natal mais rápido”, afirmou.

Na última terça-feira (23), Padilha cumpriu agenda na zona leste de São Paulo, onde o governo federal entregou novos equipamentos de radioterapia e um PET scan ao SUS local. O ministro relatou a reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem plano de saúde privado, ao conhecer os aparelhos entregues pelo governo.

“O médico mostrou o equipamento para ele e ele descobriu que a gente está usando tecnologia mais moderna do que a que ele usa.”

Caso Jaques Wagner

Padilha afirmou acompanhar a posição do atual titular da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) sobre o caso do senador Jaques Wagner (PT-BA).

“Eu fui ministro da Coordenação Política no ano passado. O próprio ministro da Coordenação Política já falou sobre isso, eu sigo a posição do ministro da Coordenação Política, o atual ministro da SRI”, declarou Padilha ao ser questionado sobre o caso.

A declaração ocorre no contexto da crise política aberta pela nona fase da operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na última quinta-feira (18). A investigação apura se Wagner recebeu vantagens econômicas indevidas no âmbito do suposto esquema envolvendo o Banco Master, incluindo um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador.

O senador nega irregularidades e afirma estar tranquilo em relação à investigação. Ainda assim, deixou o posto de líder do governo no Senado. Segundo Wagner, a decisão foi tomada em “comum acordo”, em reunião no Palácio do Planalto com Lula, marcada por uma “conversa entre amigos”.