JUSTIÇA

Julgamento de PMs acusados no caso Gritzbach fica para 2027

Sessão foi anulada após abandono do plenário pela defesa; novo júri está marcado para ocorrer entre 22 e 27 de fevereiro

Por Agência Brasil Publicado em 24/06/2026 às 18:38
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O julgamento de três policiais militares acusados de participação na execução do empresário Vinícius Gritzbach, em novembro de 2024, foi remarcado para o período de 22 a 27 de fevereiro de 2027.

A sessão havia começado nesta semana, na segunda-feira (22), mas foi anulada após a defesa dos réus abandonar o plenário.

A decisão, justificada por um desentendimento entre a defesa e o promotor público, levou à dissolução do conselho de sentença. No primeiro dia de julgamento, sete das nove testemunhas de acusação haviam sido ouvidas. A previsão inicial era de cinco dias de sessão, com 21 testemunhas.

O julgamento apura a participação do tenente Fernando Genauro da Silva, do cabo Denis Antônio Martins e do soldado Ruan Silva Rodrigues, que estão presos, na execução de Gritzbach. O crime ocorreu no Aeroporto Internacional de Guarulhos, no dia 8 de novembro.

Gritzbach era investigado por homicídio e por integrar o núcleo financeiro, como um dos responsáveis por legalizar dinheiro da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). O empresário havia assinado acordo de delação com o Ministério Público, no qual prometera incriminar envolvidos com a organização criminosa e policiais corruptos.

Além do envolvimento na execução de Gritzbach, os réus também são acusados pela morte do motorista de aplicativo Celso Novais, que passava pelo local no momento dos tiros, e pelo ferimento de duas pessoas atingidas por estilhaços dos disparos.