Eleições na Colômbia ampliam debate sobre os rumos da Amazônia
Mudanças políticas em países amazônicos podem reforçar agendas voltadas ao crescimento econômico, à exploração de recursos e ao combate ao crime organizado
A ascensão de Abelardo de la Espriella, empresário e advogado apontado como próximo presidente da Colômbia, tem levantado discussões sobre possíveis mudanças políticas na América Latina e seus efeitos sobre o futuro da floresta amazônica.
O cenário colombiano ocorre em meio a outros movimentos eleitorais na região. No Peru, Keiko Fujimori está prestes a ser eleita presidente após uma votação acirrada. Já o Brasil se prepara para uma eleição presidencial que pode levar o país novamente à direita caso Flávio Bolsonaro derrote o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
As eleições em diferentes países aumentam a possibilidade de que nações com grandes parcelas da Amazônia passem a adotar políticas com maior foco no crescimento econômico, em indústrias extrativas e em ações para enfrentar o crime organizado e reafirmar o controle do Estado em áreas remotas.
"Há um alinhamento interessante, particularmente na região dos Andes e na bacia amazônica mais ampla", afirma Elizabeth Dickinson, vice-diretora para a América Latina no International Crisis Group. Segundo ela, há entre alguns governos a ideia de que o desenvolvimento econômico e a conservação podem avançar ao mesmo tempo.
Na Colômbia, os resultados eleitorais indicaram que de la Espriella, endossado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, venceu Iván Cepeda por 1 ponto porcentual, o equivalente a quase 251 mil votos. Cepeda reconheceu a derrota.
Cientistas alertam há anos que a perda contínua de floresta pode levar partes da Amazônia a um ponto de inflexão, a partir do qual grandes áreas poderiam deixar de conseguir se regenerar.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.