Defesa de Bolsonaro pede a Moraes prorrogação da prisão domiciliar
Pedido ao STF foi acompanhado de laudo médico que aponta necessidade de acompanhamento contínuo do ex-presidente
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) pediu, na última terça-feira (23), ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a prorrogação da prisão domiciliar do ex-presidente.
Conforme publicado pela Agência Brasil, o advogado Paulo Cunha Bueno anexou ao pedido um laudo médico que aponta que o quadro estável de Bolsonaro exige atenção contínua. Para a defesa, a permanência do ex-presidente em casa é considerada essencial para sua saúde.
“Tal estabilidade não representa resolução das enfermidades de base, mas resultado do controle clínico obtido mediante observância rigorosa das medidas terapêuticas instituídas, acompanhamento multidisciplinar regular e monitorização contínua das múltiplas comorbidades apresentadas.”
Em 24 de março, Moraes determinou que Bolsonaro fosse transferido para a prisão domiciliar após receber alta. Na ocasião, o ex-presidente havia sido internado para tratar uma broncopneumonia, que o deixou dez dias na UTI de um hospital em Brasília.
Bolsonaro passou quatro meses preso em uma penitenciária federal e, agora, cumpre pena em casa há cerca de 90 dias. Nesse período, foi obrigado a seguir medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de acesso a celulares ou redes sociais e o recebimento de visitas apenas de parentes.
A apreensão de uma pistola Glock 9 mm ligada ao ex-presidente, porém, levou Moraes a solicitar que a Procuradoria-Geral da República (PGR) avaliasse se o episódio poderia ter influência sobre a prisão domiciliar.
A arma estava com um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), da Presidência da República, abordado em uma blitz no Distrito Federal. Bolsonaro admitiu em depoimento que a Glock era sua e permanecia em sua residência durante o cumprimento da pena.