MERCADO INTERNACIONAL

Petróleo recua pelo terceiro pregão com sinais de normalização em Ormuz

WTI fechou a US$ 70,34 e Brent encerrou a US$ 73,87, enquanto negociações entre Estados Unidos e Irã avançam

Por Estadao Conteudo Publicado em 24/06/2026 às 16:12
Petróleo

Os contratos futuros do petróleo encerraram a quarta-feira (24) em forte queda, no terceiro pregão consecutivo de baixa. O movimento ocorreu diante de sinais de normalização do fluxo no Estreito de Ormuz e do avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã após a assinatura do memorando de entendimento.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para agosto caiu 3,92%, o equivalente a US$ 2,87, e fechou a US$ 70,34 o barril. Durante a sessão, chegou a operar abaixo de US$ 70 na mínima intradiária.

Já o petróleo Brent para setembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em baixa de 3,81%, ou US$ 2,93, cotado a US$ 73,87 o barril.

A queda ganhou força pela manhã, chegando a cerca de 3%, depois que o presidente americano, Donald Trump, afirmou que o Irã informou a Washington que não está cobrando pedágios de embarcações que transitam por Ormuz.

Em visita ao Kuwait, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, destacou que um grupo técnico de negociação deve voltar ainda este mês ao Oriente Médio para novas conversas com os iranianos.

O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou que cerca de 72 navios saíram do Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas. Segundo ele, isso representa aproximadamente 20 milhões de barris de petróleo transportados pela via marítima.

Para a Capital Economics, os investidores já incorporaram grande parte das boas notícias sobre a recuperação das exportações de energia do Golfo, o que deixa espaço para volatilidade nos preços ao longo do terceiro e quarto trimestres.

A consultoria avalia que o mercado global de petróleo provavelmente voltará a uma condição de excesso de oferta quando a produção interrompida for totalmente restaurada. Esse cenário, segundo a Capital Economics, pode levar o Brent para cerca de US$ 60 o barril até o fim de 2027.

Em paralelo, o Goldman Sachs aponta que as margens de derivados da commodity devem permanecer elevadas por mais tempo e apresentam risco de queda menor que o preço do petróleo bruto. A instituição acrescenta que as margens de diesel e gasolina seguem bem acima dos níveis pré-guerra.

Nos Estados Unidos, os estoques de petróleo caíram 6,08 milhões de barris na semana encerrada em 19 de junho. A redução foi mais acentuada do que a queda de 4,1 milhões de barris prevista por analistas.