FISCALIZAÇÃO

TCU identifica falhas no seguro-desemprego digital e cobra integração ao e-Social

Ministério do Trabalho e Emprego terá 180 dias para ajustar o serviço, segundo decisão do tribunal

Por Estadao Conteudo Publicado em 24/06/2026 às 13:14
TCU Valter Campanato / Agência Brasil

O Tribunal de Contas da União (TCU) apresentou, nesta quarta-feira, 24, o resultado de uma fiscalização que apontou falhas estruturais no serviço digital de seguro-desemprego.

De acordo com o relatório, empregadores precisam inserir os mesmos dados de demissão, por exemplo, em dois sistemas diferentes. A auditoria também identificou que o cidadão deixa de receber informações precisas sobre cálculo e prazos, além de problemas em notificações e na atualização dos pedidos.

O governo terá 180 dias para realizar ajustes no serviço. A análise feita pelos técnicos do TCU apontou ainda dificuldades no atendimento e no tempo de tramitação de recursos.

Segundo a fiscalização, há “canais pouco responsivos e com baixa resolutividade, demora e baixa previsibilidade no processamento dos recursos”. Também foram registradas fragilidades na escuta ativa dos usuários e na avaliação de acessibilidade digital.

“A baixa responsividade e a baixa resolutividade dos canais de atendimento, a demora e a baixa previsibilidade da análise recursal e a ausência de monitoramento contínuo revelam um cenário em que problemas não absorvidos pelo sistema migram para o suporte e permanecem sem tratamento estruturado”, declarou, em seu voto, o ministro Bruno Dantas.

O TCU determinou que o Ministério do Trabalho e Emprego realize, no prazo de 180 dias, a integração do serviço de seguro-desemprego ao e-Social.

A medida prevê a centralização, nesse sistema, das obrigações trabalhistas relacionadas ao benefício. Com isso, o serviço poderá captar atualizações sobre o seguro-desemprego e evitar a entrada duplicada de dados em sistemas paralelos.

Foi votada nesta quarta-feira uma auditoria operacional sobre a qualidade do serviço público digital de seguro-desemprego, na modalidade trabalhador formal, ofertado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).