Ministro afirma que alta do imposto de importação para veículos segue mantida
Márcio Elias Rosa disse que a alíquota de 35% será aplicada a partir de 1º de julho, apesar da renovação de cota para carros elétricos desmontados
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta quarta-feira, 24, que o cronograma de aumento do imposto de importação para veículos não foi alterado. A declaração foi dada durante participação no programa Bom dia, ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Segundo o ministro, a elevação da alíquota seguirá o calendário já previsto, mesmo após a renovação da cota de importação sem imposto para carros elétricos desmontados. Ele afirmou que o imposto chegará a 35% para todos os veículos e que o valor será efetivado a partir de 1º de julho.
"Há três anos nós começamos um cronograma de elevação do imposto de importação que vai chegar agora em 2021 que vem 35% para todos os veículos. Esse cronograma não foi alterado, não houve nenhuma modificação", declarou.
Márcio Elias Rosa explicou que a renovação da cota para importação de elétricos ocorre porque montadoras ainda estão em processo de instalação no país. De acordo com ele, a preocupação do setor automotivo envolve o comércio exterior, com queda nas vendas para a Argentina, por exemplo.
"Enquanto dentro da cota é zero, acima da cota é 35%, dependendo do tipo. Agora, essa decisão foi tomada porque essas montadoras estão se instalando no país para produzir (...) o que é bom para a oferta, tanto para o mercado quanto para a geração de emprego e de renda", completou.
Sobre as reclamações do setor automotivo interno, o ministro disse que é necessário observar o conjunto das medidas adotadas. Ele afirmou que há ações de apoio à indústria nacional e que o setor deve registrar recorde de produção, vendas e emplacamento.
"Olha, para acalmar é muito simples. É só olhar para o filme todo, para toda a história. Desde o início, o governo tem políticas associadas ao fortalecimento da indústria automotiva nacional", disse.
O ministro também ressaltou que o diálogo com o setor continua. "O diálogo sempre existiu, sempre existirá, continuará existindo. É por isso que nós podemos comemorar este ano, no mês de maio, mais de um milhão de veículos produzidos no Brasil (...) esses números recordes é que tem que acalentar o mercado."