Moraes pede avaliação da PGR após Bolsonaro reconhecer posse de pistola apreendida
Arma Glock 9 mm estava com militar do GSI abordado em blitz no DF; defesa diz que cautelares não exigiam entrega de armas
A apreensão de uma pistola Glock 9 mm atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro levou o ministro Alexandre de Moraes, do STF, a solicitar manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre eventual impacto do caso na prisão domiciliar.
Segundo o material original, a arma estava com um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, parado em uma blitz no Distrito Federal. Bolsonaro admitiu em depoimento que o armamento era dele e que permanecia em sua casa durante o cumprimento da pena.
O ex-presidente afirmou que precisava da pistola por ter “três mulheres em casa” e disse que apenas pediu ao militar que verificasse o funcionamento do equipamento.
A defesa sustenta que o episódio não deveria interferir na prisão domiciliar, sob o argumento de que as medidas cautelares não determinavam a entrega de armas.
Moraes citou que a posse de instrumento capaz de ferir configura falta grave. Bolsonaro respondeu às perguntas da Polícia Civil, mas o conteúdo do depoimento segue sob sigilo.
Por Sputinik Brasil