ECONOMIA

Indústria brasileira somou 358,4 mil empresas e receita líquida de R$ 6,8 tri em 2024

Levantamento do IBGE aponta 8,7 milhões de pessoas ocupadas no setor e maior concentração da receita nas empresas de grande porte

Por Estadao Conteudo Publicado em 24/06/2026 às 11:20
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Pesquisa Industrial Anual - Empresa (PIA-Empresa), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que a indústria brasileira reuniu 358,4 mil empresas em 2024. O setor tinha 8,7 milhões de pessoas ocupadas e pagou R$ 481,1 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações.

Divulgado nesta quarta-feira, 24, o levantamento indica que as empresas industriais alcançaram receita líquida de vendas de R$ 6,8 trilhões e valor de transformação industrial (VTI) de R$ 2,6 trilhões. Desse total, 88,8% vieram das indústrias de transformação. Na comparação com o ano anterior, a indústria teve redução de 18,3 mil empresas, mas ampliou o VTI em R$ 300 bilhões.

A receita bruta total do setor chegou a R$ 8,8 trilhões em 2024. Do montante, R$ 7,4 trilhões foram provenientes da venda de produtos e serviços industriais, R$ 695,9 bilhões de revenda e serviços não industriais e R$ 706,0 bilhões de demais receitas.

O IBGE também destacou a receita líquida de vendas (RLV), calculada a partir da receita bruta, com dedução de impostos sobre vendas, vendas canceladas e descontos incondicionais.

Os dados apontam forte concentração do faturamento nas empresas de maior porte. As companhias com 500 ou mais pessoas ocupadas responderam por R$ 4,6 trilhões, o equivalente a 67,9% da receita líquida total. As médias empresas, com 100 a 499 pessoas ocupadas, ficaram com 17,4%; as pequenas, com 8,7%; e as microempresas, com 6,1%.

"O contraste é relevante, pois, embora a indústria possua muitas empresas de menor porte, a maior parte da receita está associada a firmas de maior escala. A dinâmica da indústria requer um grande número de pessoas ou maquinário, por isso, as maiores receitas estão concentradas nas empresas de maior porte", explicou em nota o gerente da pesquisa, Marcelo Miranda.

Na composição por setor, as indústrias de transformação representaram 92,9% da receita líquida de vendas. A liderança foi da fabricação de produtos alimentícios, com 23%. Em seguida aparecem fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis, com 10,1%; fabricação de produtos químicos, com 9,2%; fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias, com 8,9%; e metalurgia, com 6,4%.

No emprego, a indústria de transformação concentrou 97,1% do total de ocupados. A atividade que mais empregou foi a fabricação de produtos alimentícios, com 2,1 milhões de pessoas.

O salário médio no período foi de três salários mínimos no total da indústria. Nas indústrias extrativas, chegou a 5,4 salários mínimos, enquanto nas indústrias de transformação ficou em 2,9 salários mínimos. O destaque foi a extração de petróleo e gás natural, com 17,5 salários mínimos em 2024. Na transformação, a fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis registrou 7,9 salários mínimos.

Na produtividade do trabalho, medida pelo VTI por pessoa ocupada, a indústria registrou R$ 299,3 mil por trabalhador no ano. O indicador foi de R$ 1,2 milhão nas indústrias extrativas e de R$ 273,6 mil nas indústrias de transformação. As maiores produtividades foram observadas na extração de petróleo e gás natural, com R$ 13,3 milhões, e na fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis, com R$ 2,4 milhões.

A pesquisa também apontou concentração de mercado. Em 2024, 20,2% do valor de transformação industrial estava nas oito maiores empresas. O índice foi de 50,1% nas indústrias extrativas e de 20,4% nas indústrias de transformação.

No recorte regional, o Sudeste respondeu por 60,3% do VTI industrial. São Paulo liderou, com 34,5%, seguido por Rio de Janeiro, com 12,8%, e Minas Gerais, com 10,8%.

O IBGE ressaltou ainda que, em 18 das 27 Unidades da Federação, a fabricação de produtos alimentícios foi a principal atividade em valor de transformação industrial.

*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.