Rússia diz que avaliará propostas dos EUA e pede posição após reunião do G7
Sergei Lavrov afirmou que Moscou está aberta a ouvir emissários americanos, mas rejeita soluções temporárias para a guerra na Ucrânia
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse nesta quarta-feira, 24, que Moscou está pronta para ouvir novas propostas dos representantes do governo dos Estados Unidos, Steve Witkoff e Jared Kushner, caso seja confirmada uma visita à capital russa. De acordo com o chanceler, a viagem está em discussão a pedido dos próprios emissários americanos.
“Claro que vamos ouvi-los”, afirmou Lavrov aos jornalistas.
O ministro declarou que a Rússia quer saber qual será a posição de Washington depois da recente cúpula do G7, realizada em Evian, na França. “Os americanos ainda não nos explicaram quais instruções tiraram da cúpula do G7 em Evian, como avaliaram os resultados desse encontro e qual será sua linha de atuação daqui para frente”, disse.
Ao tratar do conflito na Ucrânia, Lavrov voltou a afirmar que uma solução político-diplomática ainda é possível, mas condicionou qualquer entendimento a “garantias concretas e juridicamente vinculantes de segurança”, incluindo a proteção dos interesses russos em suas fronteiras ocidentais.
O chanceler também afirmou que Moscou não aceitará “soluções temporárias ou monetárias” nem “ultimatos ditados por terceiros”.
Segundo Lavrov, a Rússia propôs à Ucrânia elevar o nível das delegações envolvidas nas negociações e criar três grupos de trabalho temático: humanitário, político e militar. Conforme o ministro, Kiev não respondeu à iniciativa e depois informou que não tinha mais interesse em continuar as conversas.
Lavrov afirmou ainda que a Rússia permanece comprometida com os acordos alcançados na cúpula entre os presidentes Vladimir Putin e Donald Trump, realizados no Alasca, em agosto de 2025.
O ministro também disse que Moscou manteve contatos com representantes da União Europeia (UE) e recebeu emissários da França e do Reino Unido, apesar do discurso público mais duro de líderes europeus.
De acordo com Lavrov, a Rússia está disposta a analisar possíveis propostas construtivas da Europa, mas ressaltou que o país “já não tem o direito de confiar” nas promessas do bloco.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.