Dólar sobe com força global da moeda e recuo do Brent
Investidores acompanham dados de inflação nos EUA, indicadores no Brasil e falas de Donald Trump sobre o Estreito de Ormuz
O dólar à vista operou em alta na manhã desta quarta-feira, 24, sustentado pela valorização global da moeda americana e pela queda do petróleo pelo terceiro dia seguido. O Brent recuava ao nível menor desde 28 de fevereiro, próximo de US$ 75, em meio à normalização gradual do fluxo no Estreito de Ormuz após o acordo provisório entre Estados Unidos e Irã.
O cenário também foi influenciado pelas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo ele, o Irã informou aos EUA que não está cobrando taxas de navios no Estreito de Ormuz. Trump afirmou ainda que, se a informação for falsa, as negociações serão interrompidas.
O presidente norte-americano também negociou o envio de recursos para Teerã. Ele disse que eventualmente fundos sob controle dos Estados Unidos podem ser usados para compras de alimentos dos EUA, dentro das tratativas entre os dois países.
Entre os pontos acompanhados pelos investidores estão os dados de inflação PCE nos Estados Unidos e a sinalização mais dura do Federal Reserve, após a manutenção dos juros na semana passada. No Brasil, o mercado também aguarda o IPCA-15 e o Relatório de Política Monetária, ambos previstos para divulgação amanhã.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que espera a prosperidade da economia norte-americana sem pressão inflacionária relevante. Ele também defendeu a manutenção de um dólar forte mesmo com cortes de juros pelo Fed, destacando que a força da moeda depende mais do crescimento econômico do que do nível dos juros.
Às 9h48, o dólar à vista atingia máxima de R$ 5,2202, com alta de 0,63%.