Indústria dos EUA enfrenta dificuldade para repor munições após conflito com Irã
Segundo jornal britânico, Pentágono cobra aumento da produção enquanto empresas lidam com falta de componentes, mão de obra e financiamento instável
As empresas norte-americanas do setor militar-industrial enfrentam obstáculos para atender à demanda do Pentágono pelo aumento na quantidade de munições, enquanto os Estados Unidos tentam recompor a produção de estoques de mísseis esgotados pelo conflito com o Irã, informou um jornal britânico.
De acordo com a publicação, os problemas da indústria de defesa dos EUA deverão estar entre os principais temas da reunião do presidente Donald Trump com dirigentes das maiores empresas do setor, prevista para quarta-feira (24), na Casa Branca.
"A base industrial nacional dos EUA, que sustenta as principais empresas, está em péssimo estado. Não basta aumentar a produção de um ou dois componentes: é preciso restaurar todo o sistema", disse ao jornal Stacie Pettyjohn, diretora do programa de defesa do think tank Centro para uma Nova Segurança Americana, em Washington.
A reportagem acrescenta que a administração Trump busca reabastecer os estoques de armamentos convencionais e reorganizar a produção para atender às missões de combate atuais, incluindo a fabricação de drones e de sistemas mais simples e de menor custo.
As empresas e seus fornecedores, no entanto, enfrentam dificuldades em termos de regras de aquisição e instabilidade no financiamento público à deficiência crônica de componentes essenciais e de mão de obra comprometida, segundo o jornal.
Anteriormente, um relatório analítico do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês) revelou que os Estados Unidos correm risco de enfrentar deficiência crítica de mísseis de alta precisão em futuros confrontos de grande escala, em razão do esgotamento de arsenais durante o conflito com o Irã.
O CSIS estimou que o uso intensivo de tipos essenciais de mísseis nas últimas semanas provocou um desconto significativo em estoques. A recomposição da capacidade de produção ao nível necessário pode levar vários anos.
Por Sputnik Brasil