Ministro vê oportunismo político em debate sobre tarifas dos EUA
Márcio Elias Rosa afirmou que o governo brasileiro mantém negociações técnicas para evitar nova rodada de tarifas
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta quarta-feira, 24, que o tarifaço dos EUA passou a assumir contornos políticos-eleitorais por oportunismo. Segundo ele, o governo brasileiro segue negociando com frieza para tentar evitar uma nova rodada de tarifas.
A declaração foi dada durante a participação no programa Bom Dia, Ministro , da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
“Infelizmente e lamentavelmente esse tema, que deveria ser um tema tratado apenas na mesa como uma pauta comercial, às vezes ele assume outros contornos, como você especificamente, de natureza política, eleitoral, num oportunismo que eu confesso me surpreende sempre, me deixa sempre muito atônito”, afirmou o ministro.
Ao comentar a possibilidade de uma nova tarifa dos EUA, Elias Rosa disse considerar a medida absolutamente injusta, mas ressaltou que o governo brasileiro continuará negociando com frieza.
O ministro também afirmou que o governo participa de reuniões bilaterais com os EUA, mas que, na audiência pública, a participação cabe à sociedade civil.
Como mostrado no Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não vai enviar representantes do corpo diplomático e comercial para a audiência do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, marcada para 6 de julho. O encontro vai discutir a adoção de novas tarifas contra produtos brasileiros.
“Situação absurdamente injusta, do ponto de vista comercial, absolutamente agressiva do ponto de vista da soberania, que o Brasil obviamente não aceita, mas continua negociando com muita técnica, com muita frieza, continua negociando”, declarou o ministro.
Brasil Soberano
Elias Rosa garantiu ainda que o programa Brasil Soberano sempre terá recursos disponíveis para apoiar empresas brasileiras.
"O Brasil Soberano sempre terá recursos disponíveis, necessários para socorrer as empresas e os empregos. Não falta ao presidente Lula a consciência de que nós precisamos estar ao lado do setor privado para enfrentar os adversários e os incidentes que ocorrem nessa geopolítica moderna", completou.
Por fim, o ministro afirmou que há pessoas que incentivaram os EUA a causar danos à soberania brasileira, o que classificou como tragédia e traição.
"Veja se tem cabimento, veja se tem cabimento o governo norte-americano falar que o desafio para ele é a eleição no Brasil e ter brasileiro que celebra isso, festeja isso. Não é possível, não é possível, isso é uma tragédia do ponto de vista histórico e uma traição do ponto de vista político", finalizou.