DECISÃO JUDICIAL

Justiça do Rio afasta Pedrinho da administração da Vasco SAF

Presidente do clube associativo permanece no cargo, mas foi retirado temporariamente do Conselho de Administração da SAF

Por Agência Brasil Publicado em 24/06/2026 às 08:08
Decisão judicial afasta Pedrinho e outros membros da administração da Vasco SAF

A Justiça do Rio determinou o afastamento de Pedro Paulo de Oliveira, presidente do Clube de Regatas Vasco da Gama, do Conselho de Administração da Vasco SAF — Sociedade Anônima do Futebol. A decisão também atinge Christiano Borges Stockler Campos e Felipe Passos Elias.

A decisão foi proferida pela juíza Caroline Fonseca, da 4ª Vara Empresarial da Capital. O afastamento não retira Pedrinho da presidência do clube associativo, mas o exclui temporariamente da gestão da Vasco SAF.

A magistrada deferiu pedido apresentado pela 777 Carioca LLC, ex-administradora da SAF. Para assumir a administração da Vasco SAF, a juíza nomeou como gestora e interventora judicial a advogada Samantha Mendes Longo.

Na decisão, Caroline Fonseca destacou a atuação da advogada no âmbito empresarial, citando sua participação na recuperação judicial do Grupo Oi e a experiência em temas jurídicos do futebol, com atuação como diretora jurídica da Confederação Brasileira de Futebol.

Samantha Mendes Longo deverá se manifestar em até 48 horas sobre a aceitação do encargo. Até lá, de forma provisória, a juíza nomeou como interventora a administradora-judicial Adriana Campos Conrado Zamponi.

A magistrada também determinou a realização de auditoria para apurar os fatos apontados pelo Conselho Fiscal do Vasco. A juíza considerou que o Conselho de Administração não atendeu às solicitações de informações feitas pelo Conselho Fiscal.

De acordo com parecer juntado ao processo, o Conselho Administrativo teve, ao longo de um ano, a oportunidade de buscar mecanismos para restabelecer ou aprimorar sua governança.

No pedido, a 777 Carioca alegou que, desde março de 2025, a SAF não tem diretor financeiro formalmente investido. A ex-administradora também afirmou que a situação patrimonial da SAF registra gastos de cerca de R$ 100 milhões na aquisição de atletas, apesar de apresentar patrimônio líquido negativo, mesmo após a aprovação do Plano de Recuperação Judicial.

A juíza apontou, entre as violações, a ausência de convocação de assembleia geral ou extraordinária para deliberar sobre a aprovação das demonstrações financeiras de 2024.

Caroline Fonseca também citou a não disponibilização das atas das assembleias gerais ou das reuniões do Conselho de Administração realizadas em 2025. A magistrada ainda registrou a ausência de indicação de diretor financeiro e de informações detalhadas sobre as contratações do futebol profissional no exercício de 2025.