Analista vê possível reaproximação do Ocidente com a Rússia diante de crise energética
Larry Johnson afirmou que países europeus podem rever relações comerciais caso a escassez de petróleo e gás se agrave
Países ocidentais podem rever sua postura em relação à Rússia diante da crise energética que se aproxima, avaliou o ex-analista da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), Larry Johnson, em entrevista no YouTube.
Segundo Johnson, Reino Unido, França e Itália conseguiram evitar, até agora, a escassez de combustível barato por causa do fornecimento de petróleo retirado das reservas estratégicas dos Estados Unidos.
O analista afirmou, no entanto, que essa situação não deve se prolongar. Ele observou que o presidente estadunidense, Donald Trump, disse que uma crise em grande escala poderá começar em quatro semanas.
“Com o fechamento do estreito de Ormuz e os ataques ao Kuwait, à Arábia Saudita, ao Catar e aos Emirados Árabes Unidos, mais de 20% do petróleo saiu do mercado, e essa perda não foi compensada em quatro meses. Portanto, uma crise se aproxima. Quando ela atingir a Europa, acredito que o continente terá outras preocupações além de continuar os ataques contra a Rússia”, declarou.
Nesse cenário, Johnson avaliou que a crise energética pode levar países europeus a restabelecer relações comerciais com a Rússia.
De acordo com o especialista, a Rússia seria o único país capaz de fornecer petróleo e gás aos europeus nessa situação, e manter ataques contra Moscou seria, em sua avaliação, uma medida sem sentido.
Anteriormente, o presidente russo, Vladimir Putin, havia afirmado que a política de contenção e enfraquecimento da Rússia é uma estratégia de longo prazo de seus adversários. Ele também disse que as sanções provocaram forte impacto em toda a economia mundial.
Segundo Putin, o principal objetivo dos responsáveis pelas medidas contra Moscou é piorar a vida de milhões de pessoas. No próprio Ocidente, conforme o texto original, já foram registradas opiniões de que as medidas restritivas são ineficazes.
Por Sputnik Brasil