CRISE ENERGÉTICA

Analista vê possível reaproximação do Ocidente com a Rússia diante de crise energética

Larry Johnson afirmou que países europeus podem rever relações comerciais caso a escassez de petróleo e gás se agrave

Por Sputnik Brasil Publicado em 24/06/2026 às 04:36
Crise energética pode alterar relação de países ocidentais com a Rússia, avalia analista © Sputnik / Vladimir Sergeev

Países ocidentais podem rever sua postura em relação à Rússia diante da crise energética que se aproxima, avaliou o ex-analista da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), Larry Johnson, em entrevista no YouTube.

Segundo Johnson, Reino Unido, França e Itália conseguiram evitar, até agora, a escassez de combustível barato por causa do fornecimento de petróleo retirado das reservas estratégicas dos Estados Unidos.

O analista afirmou, no entanto, que essa situação não deve se prolongar. Ele observou que o presidente estadunidense, Donald Trump, disse que uma crise em grande escala poderá começar em quatro semanas.

“Com o fechamento do estreito de Ormuz e os ataques ao Kuwait, à Arábia Saudita, ao Catar e aos Emirados Árabes Unidos, mais de 20% do petróleo saiu do mercado, e essa perda não foi compensada em quatro meses. Portanto, uma crise se aproxima. Quando ela atingir a Europa, acredito que o continente terá outras preocupações além de continuar os ataques contra a Rússia”, declarou.

Nesse cenário, Johnson avaliou que a crise energética pode levar países europeus a restabelecer relações comerciais com a Rússia.

De acordo com o especialista, a Rússia seria o único país capaz de fornecer petróleo e gás aos europeus nessa situação, e manter ataques contra Moscou seria, em sua avaliação, uma medida sem sentido.

Anteriormente, o presidente russo, Vladimir Putin, havia afirmado que a política de contenção e enfraquecimento da Rússia é uma estratégia de longo prazo de seus adversários. Ele também disse que as sanções provocaram forte impacto em toda a economia mundial.

Segundo Putin, o principal objetivo dos responsáveis pelas medidas contra Moscou é piorar a vida de milhões de pessoas. No próprio Ocidente, conforme o texto original, já foram registradas opiniões de que as medidas restritivas são ineficazes.

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