Bolsonaro diz à Polícia Civil que arma apreendida seria levada para reparo
Ex-presidente foi ouvido em casa, onde cumpre prisão domiciliar, após apreensão de pistola Glock registrada em seu nome
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal nesta terça-feira (23) e afirmou que pediu ajuda a um militar de sua equipe após identificar um problema em sua pistola.
A arma, uma Glock calibre 9 mm registrada em nome do ex-presidente, foi apreendida durante uma blitz com um integrante da segurança do político. O homem afirmou que transportava o equipamento para manutenção.
Segundo a defesa de Bolsonaro, a pistola apresentava mau funcionamento. Por esse motivo, o ex-presidente teria solicitado ao sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho que verificasse o problema. Os advogados afirmam que não houve intenção de descumprir determinações legais.
O depoimento durou cerca de cinco minutos e ocorreu na residência do ex-presidente, onde ele cumpre prisão domiciliar por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).
A investigação começou após a apreensão de uma pistola Glock calibre 9 milímetros e de um carregador sobressalente na noite de segunda-feira (15), durante abordagem a um Honda Civic em um bloqueio policial no Pistão Norte, em Taguatinga. Na ocasião, o motorista do veículo se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e afirmou que a arma pertencia ao ex-presidente.
Levado à delegacia, o segurança declarou que havia recebido a pistola por causa de uma pane no armamento e que a retirou no mesmo dia para providenciar o conserto. Ele também disse que a arma seria devolvida no dia seguinte.
No dia 18 de junho, a defesa de Bolsonaro reconheceu que o ex-presidente é o proprietário da arma apreendida e informou que ela havia sido entregue ao segurança para ser encaminhada ao reparo. Os advogados sustentam ainda que Bolsonaro não está impedido de manter o armamento em casa.