AVIAÇÃO REGIONAL

Azul Conecta terá Cessna SkyCourier para reforçar rotas em cidades menores

Subsidiária prevê duas aeronaves turboélice bimotor; modelo transporta até 19 passageiros e opera em pistas curtas ou não pavimentadas

Por Estadao Conteudo Publicado em 23/06/2026 às 18:59
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Azul Conecta, subsidiária da Azul voltada à aviação regional, vai incorporar o Cessna SkyCourier à frota. A iniciativa integra a estratégia de expansão das operações em cidades de menor porte. Inicialmente, estão previstas duas aeronaves turboélice bimotor, com a primeira entrega esperada para os próximos meses.

Criada há cinco anos, a empresa opera atualmente em 44 destinos com aeronaves Cessna Grand Caravan, que têm capacidade para até nove passageiros. O SkyCourier, por sua vez, acomoda até 19 pessoas e pode operar em pistas curtas ou não pavimentadas.

Segundo a companhia, o novo modelo permitirá ampliar a oferta de assentos nas rotas já atendidas e expandir a presença em áreas com infraestrutura aeroportuária mais limitada.

"Trata-se de uma aeronave moderna, extremamente versátil e alinhada às necessidades de conectividade do País, especialmente em mercados atendidos por aeroportos de menor porte", afirmou o diretor da Azul Conecta, Vitor Silva.

A empresa também informa que o SkyCourier apresenta ganhos de eficiência operacional e redução de custos em comparação com aeronaves atualmente usadas em parte da malha regional. Além do transporte regular de passageiros, o modelo deverá reforçar a atuação em fretamentos e operações dedicadas.

Desafios regionais

A expansão da Azul Conecta ocorre em um cenário de esforços do governo federal para ampliar a conectividade aérea em regiões menos atendidas do País. Recentemente, o Comitê Gestor do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac) aprovou o acesso das companhias aéreas a linhas de financiamento que totalizam R$ 13,56 bilhões.

Entre as contrapartidas para acessar os recursos do fundo estão a ampliação em 15% da participação das frequências operadas na Amazônia Legal e no Nordeste em relação ao ano anterior ou a garantia de que ao menos 17,5% das decolagens anuais ocorram nessas regiões.

De acordo com levantamento da Broadcast, cerca de 30 companhias regionais encerraram as atividades desde o início dos anos 2000. O caso mais recente foi o da Voepass, que teve as operações suspensas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em março de 2025, meses após o acidente aéreo ocorrido em Vinhedo (SP), em agosto de 2024.

Assim como a Azul, Gol e Latam também atendem cidades de menor porte. No entanto, o aumento dos custos operacionais e os desafios de rentabilidade têm levado as companhias brasileiras a concentrar operações em mercados de maior demanda, reduzindo a oferta de rotas regionais em parte dessas localidades.