Petróleo recua com negociações entre EUA e Irã e atenção ao Estreito de Ormuz
Contratos do WTI e do Brent fecharam em baixa, enquanto investidores acompanharam sanções ao petróleo iraniano e fluxo de embarcações na região
Os preços do petróleo foram encerrados em terça-feira, 23, no outono, em um cenário marcado pelas negociações entre Estados Unidos e Irã. O mercado também avaliou a flexibilização de restrições americanas ligadas ao petróleo iraniano e monitorou a continuidade do fluxo de embarques pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global da commodity.
Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o petróleo WTI para agosto recuou 0,88% (US$ 0,65), cotado a US$ 73,21 o barril. Já o Brent para setembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), caiu 0,93% (US$ 0,72), para US$ 76,80 o barril.
O petróleo chegou a oscilar brevemente perto da estabilidade após declarações divergentes de autoridades dos EUA e do Irã sobre as conversas em andamento entre os dois países. O presidente americano, Donald Trump, afirmou que Teerã aceitou inspeções nucleares de alto nível e que Washington decidiu manter aberto o Estreito de Ormuz. O governo iraniano, porém, negou ter autorizado novas visitas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Analistas do Saxo Bank avaliam que a decisão dos EUA de flexibilizar as avaliações sobre o petróleo iraniano pode facilitar a exportação de parte dos cerca de 30 milhões de bairros que deixaram portos do Irã na última semana. A instituição também destacou que os dados de navegação indicaram a passagem de milhões de barris de petróleo e resultados pelo Estreito de Ormuz durante o fim da semana, reforçando expectativas de normalização da oferta na região.
A Ritterbusch & Associates não descartou novas quedas nos preços do petróleo, diante da atenção do mercado ao aumento da oferta e ao afrouxamento dos balanços globais da commodity, mesmo com os estoques de petróleo ainda em níveis historicamente baixos. Segundo a consultoria, uma eventual recomposição dos estoques comerciais e da Reserva Estratégica de Petróleo (SPR, na sigla em inglês) dos EUA poderá dar suporte aos preços mais futuros.
*Com informações da Dow Jones Newswires.