POLÍTICA

Tebet afirma que Jaques Wagner deve se afastar da liderança do governo

Senadora disse que a saída evitaria desgaste ao governo Lula enquanto o parlamentar prepara sua defesa em investigação da PF

Por Sputnik Brasil Publicado em 23/06/2026 às 14:31
Simone Tebet defendeu afastamento de Jaques Wagner da liderança do governo no Senado © telegram SputnikBrasil

A senadora e ex-ministra Simone Tebet (PSB-MS) afirmou nesta terça-feira (23) que Jaques Wagner (PT-BA) deveria deixar a liderança do governo no Senado. Segundo ela, a medida evitaria desgaste à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em entrevista ao portal Poder360, Tebet disse que o afastamento permitiria ao senador se dedicar à própria defesa nas investigações da Polícia Federal (PF) sobre suposto envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master.

“Ele já deveria ter entregue o cargo. Falo como advogada, tá? Eu falo como advogada, todos têm direito a ampla defesa e ao contraditório, mas ele é líder do governo. Então, para não expor o próprio governo, ele deve pedir, obviamente, a meu ver, o afastamento. Até para que possa cuidar de sua defesa, e fazer os movimentos que achar pertinentes”, disse Tebet.

Wagner foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, da PF. Nesta etapa, o foco é a relação entre o senador e o banqueiro Augusto Lima, aliado de Vorcaro e dono do Banco Pleno, liquidado pelo Banco Central em fevereiro.

Os investigadores apuram se o senador atuou em favor de projetos de interesse do Banco Master no Congresso, entre eles a chamada “Emenda Master” e uma proposta que ampliava o limite do crédito consignado.

A PF suspeita que, em troca, o parlamentar tenha recebido benefícios indevidos, como um apartamento, repasses que somariam R$ 3,5 milhões por meio de empresa ligada a familiares, além do uso de aeronaves e ingressos para shows. As suspeitas surgiram após a análise de mensagens encontradas no celular de Augusto Lima.

O senador nega qualquer irregularidade e pretende permanecer no cargo. Tebet também defendeu a abertura de uma CPI ou CPMI para investigar denúncias relacionadas ao banco.

Por Sputinik Brasil