PERÍODO JUNINO

Costureiras e artesãs ampliam vendas com a tradição do São João em Maceió

No Mercado do Artesanato, produção de roupas e acessórios juninos começa meses antes das festas e movimenta a renda de trabalhadoras

Por Prefeitura de Maceió Publicado em 23/06/2026 às 12:30
Marisa Costa produz roupas juninas no Mercado do Artesanato, em Maceió Secom Maceió

As bandeirinhas nas ruas de Maceió anunciam, desde o início de junho, a chegada do São João. Para muitas costureiras e artesãs da capital alagoana, porém, os preparativos começaram bem antes. A festividade é vista como uma oportunidade para reforçar a renda com a venda de roupas e acessórios típicos do período.

A costureira Marisa Costa, de 72 anos, mantém há 40 anos um ponto no Mercado do Artesanato, localizado na Levada. Ela chegou ao local por indicação de uma amiga e, ao perceber a procura dos maceioenses por peças juninas, passou a desenvolver seus próprios modelos.

“Eu me casei nova e nunca gostei de pedir nada ao meu marido. Percebi que tinha uma procura grande por roupas dessa época e comecei a me dedicar, vi essa oportunidade”, conta Marisa.

Com a alta demanda, Marisa hoje confecciona modelos que também são revendidos em outros estados. Mesmo assim, afirma que foi no Mercado do Artesanato que construiu uma clientela fiel, que continua procurando seu trabalho ao longo dos anos.

“Tenho clientes que compram comigo desde quando comecei, há 40 anos”, diz.

A artesã e costureira Lenilda Holanda também construiu sua trajetória profissional a partir das oportunidades encontradas no Mercado do Artesanato. Ela começou a trabalhar com artesanato aos 12 anos, ajudando comerciantes que já tinham lojas no local.

Anos depois, ao se casar, encontrou na máquina de costura da sogra, que também era permissionária do mercado, a ferramenta que mudaria sua rotina de trabalho. “Minha vida sempre foi viver da costura e do artesanato”, resume.

Atualmente, Lenilda se dedica à criação de roupas e acessórios juninos. A inspiração vem dos tecidos, das tendências de cada ano e dos pedidos feitos pelas clientes. “Eu sempre fico pensando: esse ano vai ser cordel? Vai ser chita? Vai ser o quê?”, conta.

Segundo ela, o contato constante com quem compra as peças também influencia o processo criativo e ajuda a renovar as coleções a cada temporada.

O período junino é um dos momentos mais importantes para o faturamento do negócio. Por isso, a preparação começa cedo, entre fevereiro e março, quando aparecem as primeiras encomendas.

Entre os pedidos mais comuns estão saias para apresentações escolares, vestidos para quadrilhas e fantasias de noivinhas para as festas das crianças.

“Tem cliente que já sabe e me procura todo ano. As escolas começam a pedir, as mães vêm atrás dos vestidos, das saias. É uma época que aumenta bastante a procura”, afirma Lenilda.