PESQUISA CLÍNICA

Hapvida expande centro em São Paulo e reforça uso de IA em estudos clínicos

Unidade passou a ter 444 metros quadrados, recebeu aporte de até R$ 1,5 milhão e busca ampliar parcerias com a indústria farmacêutica

Por Estadao Conteudo Publicado em 23/06/2026 às 12:10
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Hapvida inaugurou nesta terça-feira, 23, a ampliação de seu Centro de Pesquisa Clínica (CPC) em São Paulo. A iniciativa faz parte da estratégia da companhia para ampliar sua atuação em estudos clínicos e fortalecer parcerias com a indústria farmacêutica.

Com 444 metros quadrados, o novo espaço é oito vezes maior que a estrutura anterior. Segundo o vice-presidente de Relações Institucionais da Hapvida, Gustavo Ribeiro, a expansão recebeu investimentos entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão em infraestrutura.

Para Ribeiro, a ampliação pode tornar a companhia mais atrativa para farmacêuticas e empresas de saúde interessadas em desenvolver pesquisas clínicas no Brasil. "Existe um grande anseio de investimento nessa área. Vejo esse centro como um grande polo de investimento, principalmente para a indústria farmacêutica", afirmou.

Além da nova estrutura física, a Hapvida vem ampliando o uso de inteligência artificial nas atividades de pesquisa clínica. Por meio de uma plataforma própria, a empresa informou ter reduzido em 80% o tempo necessário para identificar e selecionar pacientes elegíveis para estudos.

"Temos pacientes com condições raras ou cânceres raros em qualquer lugar do País. A inteligência artificial permite selecionar esses pacientes e direcioná-los para os estudos", explicou o vice-presidente de Relacionamento Médico da Hapvida, Bruno Pinto.

Atualmente, as pesquisas conduzidas pela Hapvida estão concentradas principalmente nas áreas de oncologia, doenças raras e doenças imunomediadas.

Para 2026, a empresa tem como meta incluir 1.400 pacientes em novos estudos clínicos. Até o momento, mais de 1.000 participantes foram selecionados, segundo a companhia. A taxa de retenção de pacientes nas pesquisas é de 95,8%.

De acordo com Ribeiro, a abrangência nacional da operadora e a diversidade da base de pacientes podem ampliar o interesse de empresas em realizar pesquisas clínicas no País e desenvolver novas tecnologias em saúde. "Esse centro de pesquisa se coloca em uma situação muito privilegiada para companhias que queiram testar determinados produtos e tecnologias. Aqui vai ter um campo muito fértil para isso", acrescentou.

A Hapvida mantém atualmente uma rede de 88 parceiros, entre instituições de pesquisa, projetos de Real World Evidence (RWE) e iniciativas de referenciamento de pacientes.

A companhia projeta publicar 20 artigos científicos em revistas indexadas no PubMed em 2026. Até maio, 13 trabalhos já haviam sido publicados. Em 2025, o centro encerrou o ano com 21 publicações.

A Hapvida atende cerca de 16 milhões de beneficiários de planos de saúde e odontológicos em todo o País. A rede própria da companhia conta com 84 hospitais, 75 unidades de pronto atendimento, 367 clínicas médicas e 313 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial.