MERCADO FINANCEIRO

Dólar avança com cautela externa e expectativa de juros elevados nos EUA

Moeda norte-americana abriu em alta de 0,69%, a R$ 5,1770, enquanto ata do Copom sustenta cenário de Selic elevada

Por Estadao Conteudo Publicado em 23/06/2026 às 09:45
Dólar Reprodução

O dólar opera em alta no mercado à vista em meio à aversão ao risco no cenário externo, à incerteza sobre o acordo entre Estados Unidos e Irã, à volatilidade do petróleo e à expectativa de manutenção de juros elevados nos Estados Unidos. A moeda norte-americana abriu os negócios com avanço de 0,69%, cotada a R$ 5,1770 no mercado à vista.

O movimento de valorização, no entanto, é parcialmente contido pela queda dos rendimentos dos Tesouros e pela ação do Comitê de Política Monetária (Copom), que sinaliza Selic elevada por um período prolongado, mantendo suporte ao diferencial de juros do Brasil.

A curva de juros avançada após o BC reforçar o risco de inflação desancorada e apontou assimetria altista no balanço de riscos para a inflação. O futuro do Ibovespa recua acompanhando o desempenho das bolsas internacionais.

Um ata do Copom reforça que os próximos ajustes da Selic serão graduais e dependerão da evolução dos dados econômicos. O BC destacou a assimetria altista nos riscos de inflação e apontou piora do cenário inflacionário, com desancoragem das expectativas e impactos de choques externos. O comitê também defendeu o alinhamento dos impostos aos parâmetros de mercado e ressaltou a importância da cooperação entre as políticas fiscais e monetárias.

No exterior, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã ocorrerá “plena e completamente” com inspeções nucleares de alto nível no futuro. A declaração contradiz a posição apresentada mais cedo por Teerã, que negou ter autorizado novas visitas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) a instalações nucleares atingidas por bombardeios americanos.

Trump também disse que, diante do que foi classificado como concessões importantes por parte de Teerã, decidiu manter aberto o Estreito de Ormuz e suspender o bloqueio naval dos EUA na região.