Revista aponta queda nos estoques de interceptores dos EUA após conflito com o Irã
Publicação afirma que a reposição pode levar anos e afetar a capacidade norte-americana no Indo-Pacífico
Os Estados Unidos enfrentam limitações para produzir novos mísseis interceptores após a guerra no Oriente Médio, segundo uma revista estadunidense.
A publicação afirma que os entraves na cadeia de suprimento de mísseis do país são, em sua base, sistêmicos.
“A operação Fúria Épica contra o Irã consumiu mísseis interceptores avançados a um ritmo muito mais rápido do que a base industrial de defesa dos Estados Unidos consegue repor”, destaca a revista.
De acordo com a matéria, a produção dos mísseis antiaéreos estadunidenses não pode ser ampliada rapidamente por causa de gargalos considerados críticos. Entre eles estão a falta de motores de foguete sólidos, ferramentas especializadas e mão de obra qualificada, além de verificações de segurança que limitam a produção mais do que o financiamento.
O artigo observa que, embora o Congresso dos EUA e o Pentágono tenham aumentado de forma significativa os orçamentos de aquisição, a recomposição dos estoques levará anos. Muitos interceptores, segundo a publicação, não serão totalmente substituídos antes de 2028-2030.
A revista também aponta que esse atraso impõe escolhas difíceis, já que mísseis disparados no Oriente Médio deixarão de estar disponíveis para a defesa das forças dos Estados Unidos e de seus aliados na região do Indo-Pacífico.
Em um eventual conflito de alta intensidade com a China, os estoques reduzidos de defesa antiaérea enfraqueceriam de maneira significativa a postura das forças norte-americanas e a dissuasão regional, conclui a reportagem.
Anteriormente, um relatório analítico do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês) informou que os Estados Unidos correm o risco de enfrentar uma escassez crítica de mísseis de alta precisão em futuros confrontos de grande escala, devido ao esgotamento de seus arsenais durante o conflito com o Irã.
O CSIS estimou que o uso intensivo de tipos essenciais de mísseis nas últimas semanas provocou uma redução significativa nos estoques, enquanto a recuperação da capacidade de produção ao nível necessário pode levar vários anos.
Por Sputinik Brasil