ECONOMIA

Empresários da indústria apontam impostos e equilíbrio fiscal como prioridades

Levantamento da CNI ouviu 1.003 executivos industriais entre maio e junho sobre a agenda para a gestão federal de 2027 a 2030

Por Agência Brasil Publicado em 22/06/2026 às 19:58
Levantamento da CNI ouviu executivos industriais sobre prioridades para a próxima gestão federal

Empresários do setor industrial apontam políticas fiscais e tributárias como principais prioridades para a gestão 2027-2030 no Executivo federal. Entre os temas destacados estão a redução de impostos, a consolidação da reforma tributária, a manutenção do equilíbrio fiscal e melhorias na gestão pública.

Os dados fazem parte de levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizado pela Nexus - Pesquisa e Inteligência de Dados e divulgado nesta segunda-feira (22). Segundo a pesquisa, temas de natureza fiscal e monetária aparecem à frente das políticas industriais na avaliação dos entrevistados.

A consulta ouviu 1.003 executivos de empresas industriais de pequeno, médio e grande portes, em todas as regiões do país, entre 7 de maio e 5 de junho.

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Em nota, o presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que a falta de alinhamento entre as políticas fiscal e monetária reduz a efetividade das medidas voltadas ao desenvolvimento produtivo.

“Quando a política fiscal e a política monetária não conversam entre si, as medidas para estimular o desenvolvimento produtivo se tornam menos efetivas. A indústria está pronta para fazer sua parte, mas precisamos de um Estado que escolha induzir o investimento produtivo, um Estado que planeje o desenvolvimento, fortaleça a produção e abra caminho para um Brasil mais próspero, inovador e de renda mais alta”, destacou Alban.

De acordo com a pesquisa, 29% dos empresários industriais escolheram a redução de impostos e a consolidação da reforma tributária como temas prioritários para a próxima gestão. Outros 22% apontaram o equilíbrio fiscal e a melhoria da gestão pública, enquanto 21% indicaram o incentivo à indústria e à produção como pauta mais urgente para o país.

A CNI também levantou as prioridades dos entrevistados para suas empresas e para a melhoria do ambiente de negócios. Nesse recorte, as políticas mais citadas são ligadas ao chamado “custo Brasil”.

A redução de impostos aparece como prioridade para 45% dos empresários ouvidos. A redução de juros e a oferta de crédito foram citadas por 26% dos entrevistados.

O incentivo à indústria e à produção ficou novamente em terceiro lugar, com 21%. Já os problemas mais sentidos pelo setor no último ano foram a alta carga tributária, a indisponibilidade de mão de obra e a taxa de juros elevada, considerados de alto impacto pela maioria dos participantes.

A intenção de investimentos também foi abordada no levantamento. Para os próximos quatro anos, 41% dos entrevistados disseram que pretendem manter o patamar atual de investimentos, enquanto 28% afirmaram estar dispostos a aumentar o volume. Outros 9% indicaram intenção de reduzir investimentos, e 20% disseram que não pretendem investir no período.

Os resultados foram apresentados nesta segunda-feira (22) a pré-candidatos, durante o evento A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis. Na ocasião, a CNI defendeu a revisão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), entre outras medidas, e políticas de desvinculação dos mínimos constitucionais nas áreas de saúde e educação, propostas criticadas por entidades de referência nos setores.