MINERAIS ESTRATÉGICOS

BNDES e Petrobras assinam acordo para estudos sobre minerais críticos

Protocolo prevê troca de informações sobre lacunas produtivas e tecnológicas ligadas à transição energética e à descarbonização

Por Estadao Conteudo Publicado em 22/06/2026 às 13:02
BNDES e Petrobras assinam acordo para estudos sobre minerais críticos Reprodução

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, e a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, comunicaram nesta segunda-feira, 22, um protocolo de interesse voltado a uma iniciativa de pesquisa, desenvolvimento e inovação sobre minerais críticos e estratégicos.

O acordo entre o BNDES e a Petrobras prevê uma troca de informações e análises sobre lacunas produtivas e tecnológicas relacionadas a projetos nas cadeias desses minerais. O documento também menciona temas como transição energética e descarbonização .

“Estamos assinando um acordo junto com o Cenpes (Petrobras), e queremos também estender isso depois de uma parceria com a Vale, para estudar minerais críticos”, afirmou Mercadante.

Segundo o presidente do BNDES, a iniciativa busca gerar valor no Brasil a partir dessas cadeias produtivas. Ele também citou dados sobre a posição do País na produção e nas reservas de minerais.

O Brasil tem a terceira maior produção mundial de alumina, apontado no texto como um tipo de mineral crítico, possui a quarta maior reserva de estanho, a segunda maior reserva de grafite natural e está entre os cinco maiores produtores de lítio do planeta. O País também detém uma quarta maior reserva de manganês e uma terceira maior reserva de níquel.

O evento também marcou o anúncio dos resultados do primeiro leilão do ProFloresta+, iniciativa conjunta do BNDES e da Petrobras com foco na compra de créditos de carbono de alta integridade gerados a partir da restauração ecológica de áreas degradadas na Amazônia.

Foram selecionadas três empresas para fornecer cinco milhões de créditos de carbono originados de projetos de restauração com espécies nativas no bioma amazônico.

A iniciativa deverá mobilizar cerca de R$ 450 milhões em investimentos apenas em plantio, gerar 6,3 mil empregos verdes, viabilizar o plantio de mais de 25 milhões de árvores nativas e capturar 5 milhões de toneladas de carbono.