CONSUMO NA COPA

SPC Brasil estima R$ 61 bilhões em gastos durante a Copa de 2026

Pesquisa indica que 60% dos consumidores pretendem comprar produtos ou contratar serviços ligados ao torneio

Por Estadao Conteudo Publicado em 22/06/2026 às 12:40
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Um levantamento do SPC Brasil aponta que 60% dos consumidores pretendem gastar com produtos e serviços durante a Copa do Mundo de 2026. O percentual representa aproximadamente 99,2 milhões de pessoas.

Com tíquete médio estimado em R$ 619 por consumidor, a projeção é de que o evento movimente cerca de R$ 61 bilhões no País.

De acordo com a pesquisa, o consumo deve se concentrar em bebidas não alcoólicas, citadas por 68% dos entrevistados; petiscos, com 62%; roupas e camisetas temáticas, com 61%; itens para churrasco, com 60%; e cervejas, com 59%.

Entre os serviços, os principais destaques são delivery de comida e bebida, mencionado por 61%; bares e restaurantes, por 39%; pacotes de TV por assinatura voltados ao esporte, por 33%; e plataformas de streaming, por 30%.

O SPC Brasil informa que 44% dos consumidores pretendem realizar as compras com pelo menos uma semana de antecedência.

As compras presenciais continuam predominando. Supermercados foram citados por 70% dos consumidores, enquanto lojas de rua aparecem com 33%. Nos canais digitais, 51% mencionaram aplicativos de entrega.

Em relação aos meios de pagamento, 57% dos entrevistados disseram que pretendem usar Pix, e 90% afirmaram que planejam comprar à vista. Ainda assim, 27% declararam intenção de utilizar limite do cartão de crédito ou cheque especial para financiar despesas no período.

O levantamento também mostra que 61% dos consumidores que pretendem gastar durante a Copa já possuem contas em atraso. Entre eles, 70% estão negativados.

“O potencial econômico da Copa é expressivo porque estamos falando de um evento que mobiliza consumo, lazer e convivência social ao mesmo tempo. Para o varejo e os serviços, trata-se de uma oportunidade importante de geração de receita em um curto espaço de tempo. Porém, é fundamental que o consumidor mantenha o planejamento financeiro para que o impacto positivo do evento não se transforme em dificuldades futuras”, afirma João Paulo Travasso Maia, coordenador de Soluções do SPC Brasil.

A pesquisa aponta ainda que 97% dos entrevistados pretendem assistir aos jogos acompanhados, enquanto 3% planejam ver as partidas sozinhos. A maioria deve acompanhar os jogos com familiares, 77%, e amigos, 60%. Além disso, 86% disseram que pretendem assistir às partidas em casa.

O estudo também indica que 74% dos consumidores pretendem dar preferência a marcas patrocinadoras da Seleção Brasileira durante a Copa. Para 53%, essa escolha depende do preço dos produtos. Outros 21% afirmaram que escolhem patrocinadores independentemente do valor.

Outro dado do levantamento mostra que 41% dos consumidores pretendem fazer apostas durante o torneio. Entre os que planejam apostar, 74% disseram ver as apostas como uma forma de ajudar no pagamento de dívidas.

Além disso, 39% afirmaram que, em caso de ganhos relevantes, pretendem reinvestir o dinheiro em novas apostas, e 34% disseram que usariam os recursos para quitar débitos em atraso.

“Quando a aposta deixa de ser vista como entretenimento e passa a ser percebida como solução financeira, surge um sinal importante de alerta. O pagamento de dívidas depende de renda, planejamento e negociação. Apostar esperando resolver problemas financeiros pode aumentar ainda mais a vulnerabilidade econômica do consumidor”, diz Maia.

O levantamento foi realizado entre 27 de abril e 5 de maio de 2026 com consumidores das 27 capitais brasileiras. Foram entrevistadas 916 pessoas em uma etapa inicial e, depois, 600 consumidores com intenção declarada de gastos relacionados à Copa. A margem de erro é de 4,0 pontos porcentuais, com intervalo de confiança de 95%.

*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.