Reino Unido soma sete primeiros-ministros em dez anos
Renúncia de Keir Starmer amplia a instabilidade política e abre nova disputa pela liderança trabalhista
A renúncia anunciada por Keir Starmer nesta segunda-feira (22) ampliou o cenário de instabilidade política no Reino Unido. Com menos de dois anos no cargo, o líder trabalhista passa a fazer parte da lista de primeiros-ministros que deixaram o poder nos últimos dez anos.
As mudanças sucessivas no comando do governo britânico começaram em 2016, quando o conservador David Cameron renunciou após perder o referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia. A consulta havia sido convocada pelo próprio Cameron, que acreditava que sairia vitorioso.
Sua sucessora, Theresa May, deixou a carga três anos depois. A saída ocorreu após o Partido Conservador ficar em quinto lugar nas eleições britânicas para o Parlamento Europeu, enquanto o Partido do Brexit, liderado por Nigel Farage, terminou em primeiro.
Também conservador, Boris Johnson venceu de forma ampla as eleições de dezembro de 2019 com a promessa de “concluir o Brexit”. Ele deixou a carga em 2022, depois de uma série de escândalos políticos envolvidos em seu governo.
Liz Truss pediu apenas 49 dias no posto antes de ser forçada a renunciar. A decisão veio após a ocorrência negativa dos mercados e a turbulência financeira provocada pelo primeiro orçamento apresentado por seu governo.
Rishi Sunak foi derrotado pelo Partido Trabalhista nas eleições gerais de 2024, resultado que levou Keir Starmer ao poder.
A saída de Starmer ocorreu após o retorno ao Parlamento de seu rival interno Andy Burnham, eleito na semana passada em uma eleição suplementar no distrito de Makerfield. A taxa de aprovação do prêmio havia caído para menos de 47 pontos, em meio a uma sequência de crises que atingiram seu governo.
O que acontece agora?
Starmer permanecerá como primeiro-ministro interino enquanto o Partido Trabalhista escolhe um novo líder durante o recesso parlamentar de verão. Caso Andy Burnham seja o único candidato, a sucessão poderá ser definida já em meados de julho.
Por Sputnik Brasil