Focus eleva previsão do IPCA de 2026 para 5,33%
Estimativa do mercado financeiro subiu pela 15ª semana consecutiva e se afasta do teto da meta perseguida pelo Banco Central
A mediana das projeções do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 subiu pela 15ª semana seguida no relatório Focus, do Banco Central. A estimativa passou de 5,30% para 5,33% e ficou mais distante do teto da meta perseguida pelo BC, de 4,50%.
O movimento reflete o aumento das incertezas com a guerra no Oriente Médio, que provocou uma disparada nos preços do petróleo.
Considerando apenas as 97 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana passou de 5,35% para 5,36%.
Para 2027, a estimativa do mercado para o IPCA avançou de 4,10% para 4,15%. Um mês antes, estava em 4,01%. Entre as 96 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, porém, houve oscilação de 4,20% para 4,18%.
A mediana do Focus para a inflação de 2028 também subiu, de 3,68% para 3,70%. Um mês antes, era de 3,65%. Para 2029, a projeção é de 3,50% pela 42ª semana consecutiva.
A trajetória planejada pelo mercado segue acima da estimada pelo Banco Central, mesmo após a revisão das projeções do Comitê de Política Monetária (Copom) na reunião de junho, publicada na última quarta-feira, 17. O colegiado elevou as estimativas para o IPCA de 2026 de 4,6% para 5,20% e, para 2027, de 3,5% para 3,7%.
A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro da meta é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considere que o BC perdeu o alvo.
Nota: Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.