Andy Burnham confirma disputa pela liderança trabalhista após saída de Starmer
Apoio de Wes Streeting reduz chance de disputa formal no Partido Trabalhista, segundo o texto original
O ex-prefeito da Grande Manchester Andy Burnham confirmou nesta segunda-feira, 22, que disputará a liderança do Partido Trabalhista e, por consequência, o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido, após a renúncia de Keir Starmer.
Em mensagem publicada no X, Burnham afirmou que a saída de Starmer “marca o início de uma transição” e defendeu que o processo seja conduzido de forma “ordenada e responsável”.
“O país espera estabilidade, seriedade e foco contínuo nas questões que mais importam, e é isso que terá”, escreveu. Segundo Burnham, as prioridades do governo devem seguir concentradas no crescimento econômico, no custo de vida, nos serviços públicos, na habitação e nas oportunidades para as novas gerações.
A vitória de Burnham em uma eleição parlamentar suplementar na semana passada foi apontada como o fator que motivou a decisão do atual premiê de deixar o cargo. Depois de quase uma década fora do Parlamento, período em que comandou a Grande Manchester, Burnham retorna a Westminster e deve tomar posse como deputado ainda hoje.
A disputa pela liderança trabalhista, no entanto, pode não ocorrer. O ex-ministro da Saúde Wes Streeting, considerado até então o principal possível adversário de Burnham, anunciou apoio ao colega e indicou que não pretende concorrer.
Em comunicado divulgado na Câmara dos Comuns, Streeting elogiou o legado de Starmer. Ele afirmou que o premiê conduziu o partido a uma vitória eleitoral que “ninguém julgava possível”, manteve o Reino Unido fora da guerra com o Irã e promoveu avanços domésticos.
Streeting também atribuiu a Burnham a vitória na eleição suplementar de Makerfield e disse que o resultado mostrou que o Partido Trabalhista pode vencer quando é “inclusivo, unido e conectado às vidas das pessoas”.
O ex-ministro afirmou estar convencido de que Burnham é a pessoa certa para liderar o partido. Ele destacou o compromisso do colega com uma legenda mais ampla e capaz de enfrentar o nacionalismo.
“Com Andy, ainda podemos mostrar que a política pode ser uma força para o bem”, escreveu Streeting. O apoio aumenta a possibilidade de Burnham ser escolhido sem uma disputa formal pela liderança, já que apenas parlamentares podem concorrer ao posto.
*Com informações da Associated Press