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Painel no Fica 2026 debate Film Commissions como estratégia para impulsionar audiovisual e turismo

Especialistas do Brasil e da Argentina destacam o potencial das Film Commissions para atrair produções, movimentar a economia e fortalecer o desenvolvimento dos territórios

Por Assessoria Publicado em 22/06/2026 às 07:59
Painel Film Commissions

O painel “Film Commissions: Conectando Audiovisual, Turismo e Desenvolvimento”, realizado no Pátio do Rosário durante o Fica 2026, promoveu um debate sobre o potencial das Film Commissions para impulsionar o desenvolvimento econômico, cultural e turístico dos territórios. A atividade reuniu especialistas do Brasil e da Argentina para compartilhar experiências e estratégias voltadas à consolidação de Goiás como destino atrativo para produções audiovisuais nacionais e internacionais.

Participaram do encontro Gabriel Bastos, gerente de Fomento ao Audiovisual e Salas de Cinema da Secretaria de Estado da Cultura (Secult Goiás) e mediador do painel; Diego Marambio, coordenador da Argentina Film Commission; Thaylane Cristina, coordenadora da BH Film Commission; Júnior Ribeiro, presidente da Brasília Film Commission; e Victor Guimarães, servidor da Gerência de Fomento ao Audiovisual da Secult Goiás.

Durante a mediação, Gabriel Bastos destacou que a implementação de uma Film Commission em Goiás está prevista no Plano Estadual de Cultura, documento que orienta as políticas públicas de médio e longo prazo para o setor cultural. Segundo ele, a iniciativa representa uma importante ferramenta para fortalecer a economia criativa e atrair investimentos para o estado.

Bastos explicou que a principal função da proposta é facilitar a realização de produções audiovisuais nos territórios, oferecendo suporte logístico e articulando a rede local de profissionais e serviços necessários para as filmagens.

“A partir do momento em que uma produção escolhe Goiás como cenário, diversos setores da economia são movimentados. Profissionais do audiovisual são contratados, hotéis são ocupados, restaurantes recebem mais clientes e serviços locais passam a ser demandados. Isso aquece a economia dos municípios e fortalece toda a cadeia produtiva”, ressaltou.

Audiovisual como motor de desenvolvimento

Outro ponto abordado foi o potencial do chamado turismo cinematográfico. Ao retratarem paisagens, patrimônios históricos e atrativos naturais, filmes e séries despertam o interesse do público em conhecer os locais exibidos nas telas, ampliando o fluxo de visitantes e gerando impactos econômicos duradouros.

Como exemplo, Bastos citou o fenômeno internacional gerado pela trilogia O Senhor dos Anéis, que transformou a Nova Zelândia em um dos principais destinos de turismo cinematográfico do mundo. Também mencionou o sucesso recente de Ainda Estou Aqui, cuja repercussão contribuiu para ampliar o interesse pelos locais retratados na obra.

Representando a Argentina, Diego Marambio destacou que as Film Commissions desempenham um papel estratégico ao evidenciar que o audiovisual vai além da produção cultural, consolidando-se também como um importante setor econômico.

Segundo ele, debates como o promovido pelo Fica são fundamentais para ampliar a compreensão sobre os impactos da indústria audiovisual em áreas como hotelaria, gastronomia, transporte, figurino, lavanderia e prestação de serviços.

Marambio explicou ainda que a Argentina conta atualmente com 29 Film Commissions distribuídas pelo país e defendeu a expansão desse modelo, inclusive em âmbito municipal, para fortalecer a capacidade de acolhimento das produções.

“Uma Film Commission funciona como uma porta de entrada para as equipes de filmagem. Ela facilita permissões, cria conexões locais e faz com que as produções se sintam bem-vindas. Isso não beneficia apenas o setor audiovisual, mas também o turismo e toda a economia do território”, destacou.

Cooperação para fortalecer o setor

As experiências compartilhadas pelos participantes evidenciaram a importância da cooperação entre diferentes regiões e instituições para fortalecer o audiovisual como vetor de desenvolvimento sustentável.

Ao reunir representantes de Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais e Argentina, o painel reforçou a necessidade de construir redes colaborativas capazes de atrair investimentos, ampliar a circulação de produções e posicionar os territórios como destinos estratégicos para o cinema e o audiovisual.

A atividade também reafirmou o papel do Fica como espaço de articulação entre cultura, desenvolvimento econômico e sustentabilidade, contribuindo para o fortalecimento de políticas públicas voltadas ao setor audiovisual em Goiás e no Brasil.

Sobre o Fica

Em 2026, o Fica realiza sua maior edição em ações formativas, com mais de 100 atividades que reforçam seu papel como referência internacional em sustentabilidade, cultura e educação ambiental.

O festival é promovido pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult Goiás), em correalização com a Universidade Federal de Goiás (UFG), por meio da Fundação RTVE, e colaboração estratégica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Saneago.

A iniciativa conta ainda com a cooperação da Unesco, por meio de sua Cátedra Saberes Patrimoniais, Biodiversidade e Cidadania; Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI); Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), por meio do Museu dos Povos Indígenas; e MapBiomas.

Somam-se aos parceiros as secretarias de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), da Saúde (SES), de Esporte e Lazer (Seel), da Educação (Seduc), da Economia, de Desenvolvimento Social (Seds) e da Retomada. Integram ainda a realização o Goiás Social, Corpo de Bombeiros Militar de Goiás, a Polícia Militar de Goiás, Universidade Estadual de Goiás (UEG), Instituto Federal Goiano (IF Goiano), Senac Goiás, Prefeitura de Goiás, Associação de Profissionais do Audiovisual Negro (Apan), e Festival Lanterna Mágica.

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