Petro pede que resultado na Colômbia aguarde validação judicial
Com 99,7% das urnas apuradas, la Espriella aparecia à frente de Iván Cepeda por margem estreita, segundo boletim
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, usou as redes sociais para alertar que nenhum novo presidente deve ser proclamado antes da validação dos resultados do segundo turno pelo Poder Judiciário.
A manifestação ocorreu pouco antes do fim da apuração das urnas, quando o conservador Aberlado de la Espriella aparecia na liderança contra Iván Cepeda, candidato progressista apoiado por Petro.
De acordo com boletim divulgado por volta das 19h40, no horário de Brasília, la Espriella somava 49,65% dos votos, contra 48,71% de Cepeda. Os votos em branco eram 1,63%, os nulos chegavam a 0,83% e os “não marcados” representavam 0,11% das cédulas, com 99,7% das urnas apuradas.
Os números são da Registradoria Nacional colombiana e foram exibidos pelo jornal El Tiempo.
Petro, no entanto, afirmou que os mesmos dados do cartório eleitoral da Colômbia indicariam 49,3% para la Espriella e 49% para Cepeda, uma vantagem marginal do conservador. O presidente não detalhou quais dados utilizou para chegar a essa estimativa.
“Não se pode proclamar nenhum presidente. É a avaliação cuidadosa que determina quem é o presidente. Obedeço aos juízes”, escreveu Petro, no X. “Tranquilidade entre a cidadania, por favor. A realidade nos dá um país dividido ao meio, e interferência estrangeira nos tirando a liberdade.”
O presidente colombiano também defendeu um acordo nacional para “manter a Pátria e a paz” nos próximos anos. Em outras publicações, Petro levantou novos questionamentos sobre o sistema eleitoral.
Ao divulgar um vídeo de “testemunhas digitais”, Petro acusou servidores da Junta Eleitoral de enviar formulários sem assinaturas de jurados em algumas urnas. Ele defendeu que essas seções fossem “imediatamente impugnadas”, mas não apresentou mais informações nem comprovou a legitimidade das supostas provas.
Diferentemente de Petro, Cepeda reafirmou confiança no sistema eleitoral ao votar mais cedo. Ele disse que reconhecerá os resultados e pediu pelo “triunfo da democracia”.
Com informações da Associated Press