Tusk busca conter atrito entre Polônia e Ucrânia após troca de críticas
Primeiro-ministro polonês afirmou que conflito entre políticos dos dois países é um “erro estratégico” com perdas comerciais, geopolíticas e de reputação
O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, tentou neste domingo, 21, reduzir as tensões com a Ucrânia após atritos entre os presidentes dos dois países. Em publicação no X, Tusk afirmou que um conflito entre políticos poloneses e ucranianos é um “erro estratégico” que causa prejuízos para ambos os lados.
“Ambas as partes sairão perdendo: comercialmente, geopoliticamente e em termos de reputação. E na política, como se sabe, um erro é pior que um crime”, escreveu Tusk. Ele acrescentou que tenta minimizar perdas e diminuir a tensão em conversas com parceiros europeus. “Não é uma tarefa fácil”, afirmou.
Esta é a segunda vez que Tusk se manifesta para tentar acalmar a crise com a Ucrânia. O atrito começou depois que o presidente polonês, Karol Nawrocki, cassou a posse ucraniana da condecoração estatal Ordem da Águia Branca na sexta-feira, 19, e publicou um vídeo de 13 minutos nas redes sociais sobre o tema.
Segundo Nawrocki, o exército ucraniano permanece responsável por “crimes cruéis” cometidos contra cidadãos da Polônia durante a Segunda Guerra Mundial e, por isso, não mereceria a honraria.
Na ocasião, Tusk disse que a situação tensa “alegra” o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e “choca aliados”.
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, declarou que o “futuro confirmará o respeito” que seu povo merece e devolveu a condecoração polonesa em resposta a Nawrocki. O presidente polonês rebateu Zelenski em nova publicação no X. “A Polônia não fechará os olhos para a glorificação de uma organização criminosa”, afirmou.