Kim Kataguiri abandona disputa pelo governo de São Paulo e tentará reeleição
Deputado afirmou que integrará uma pasta de Reforma do Estado em eventual governo de Renan Santos
O deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) anunciou neste sábado (20) que não será candidato ao governo de São Paulo e que buscará a reeleição para a Câmara dos Deputados nas eleições deste ano.
A decisão foi comunicada durante um evento do partido na capital paulista, que contou com a presença de Renan Santos, pré-candidato à Presidência da República pelo Missão. Kataguiri disse que gostaria de disputar o Palácio dos Bandeirantes, mas afirmou que a estratégia política levou à permanência na Câmara.
“Nem sempre a gente pode seguir o caminho que gostaria de seguir. Às vezes, a gente tem que encarar estradas mais duras, mais ingratas, mais pesadas.”
No mesmo encontro, Kataguiri declarou que fará parte de um eventual governo de Renan Santos, caso o pré-candidato seja eleito presidente. Segundo o deputado, ele assumirá um novo superministério voltado à Reforma do Estado, com atuação transversal em áreas como gestão, trabalho, Previdência, Casa Civil e Secretaria de Relações Institucionais.
Kataguiri também afirmou que pretende iniciar conversas com economistas para convidá-los a participar de um eventual governo ou contribuir na elaboração de projetos. Entre os nomes citados estão Zeina Latif, Marcos Mendes, Samuel Pessoa, Elena Landau, Marcos Lisboa, Mário Mesquita, Mansueto Almeida e integrantes da equipe responsável pelo Plano Real.
De acordo com Renan Santos, a pasta não teria função semelhante à de “posto Ipiranga”, referência ao cargo ocupado por Paulo Guedes no governo de Jair Bolsonaro. O pré-candidato disse que a proposta é formar uma equipe composta por diferentes especialistas.
Kataguiri aparecia em pesquisas eleitorais para o governo paulista com cerca de 5% das intenções de voto em alguns levantamentos. A decisão do partido foi priorizar a candidatura dele à Câmara, onde poderia contribuir para ampliar a bancada do Missão.
Com a desistência, a legenda ainda avalia se lançará outro nome ao governo de São Paulo ou se adotará neutralidade na disputa estadual. Segundo o deputado, a tendência inicial é formar uma chapa própria, sem alianças formais com outros partidos.