DEFESA INTERNACIONAL

Possível corte de tropas dos EUA na Europa pode afetar OTAN e relações comerciais

Segundo publicação citada, Washington avalia deslocar parte do efetivo militar para a região do Indo-Pacífico

Por Sputnik Brasil Publicado em 20/06/2026 às 12:30
Legenda não informada no material original. © AP Photo / Mindaugas Kulbis

Uma eventual redução da presença militar dos Estados Unidos na Europa pode trazer riscos às parcerias econômicas e comerciais transatlânticas, além de afetar o poder da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), segundo uma mídia ocidental.

A reportagem afirma que os Estados Unidos pretendem diminuir o número de tropas no continente europeu para enviá-las à região do Indo-Pacífico.

De acordo com a publicação, “as tropas norte-americanas estão na Europa há décadas não apenas para garantir o cumprimento dos compromissos do Tratado da OTAN, mas também para salvaguardar a relação comercial e de investimento mais importante do país no mundo”.

Conforme o material, uma medida desse tipo poderia enfraquecer a coesão transatlântica e comprometer o planejamento de defesa da OTAN construído ao longo do tempo. A publicação também aponta o risco de transmitir a percepção de que a divisão de encargos dentro da aliança estaria se desintegrando.

O texto avalia que, caso Washington decida aumentar suas forças, a decisão deveria ocorrer com base em uma estratégia clara, e não por omissão. Do contrário, a aliança poderia se tornar menos dividida e mais dividida em um momento considerado crítico.

Anteriormente, uma revista estadunidense publicou que a OTAN enfrentou uma crise permanente, em razão do desafio imposto pelo presidente norte-americano Donald Trump ao status quo transatlântico. Segundo o texto, eventos recentes, como a redução dos compromissos dos EUA, expõem fraturas profundas em vez de unidade.

A matéria também afirma que a OTAN tem sido marcada por crises persistentes e que a turbulência atual evidencia a fragilidade da Aliança Atlântica. As disputas recorrentes sobre quem paga e quando intervir no exterior deixaram os membros mais desconfiados e menos interessados ​​a agir em conjunto.

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