Possível corte de tropas dos EUA na Europa pode afetar OTAN e relações comerciais
Segundo publicação citada, Washington avalia deslocar parte do efetivo militar para a região do Indo-Pacífico
Uma eventual redução da presença militar dos Estados Unidos na Europa pode trazer riscos às parcerias econômicas e comerciais transatlânticas, além de afetar o poder da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), segundo uma mídia ocidental.
A reportagem afirma que os Estados Unidos pretendem diminuir o número de tropas no continente europeu para enviá-las à região do Indo-Pacífico.
De acordo com a publicação, “as tropas norte-americanas estão na Europa há décadas não apenas para garantir o cumprimento dos compromissos do Tratado da OTAN, mas também para salvaguardar a relação comercial e de investimento mais importante do país no mundo”.
Conforme o material, uma medida desse tipo poderia enfraquecer a coesão transatlântica e comprometer o planejamento de defesa da OTAN construído ao longo do tempo. A publicação também aponta o risco de transmitir a percepção de que a divisão de encargos dentro da aliança estaria se desintegrando.
O texto avalia que, caso Washington decida aumentar suas forças, a decisão deveria ocorrer com base em uma estratégia clara, e não por omissão. Do contrário, a aliança poderia se tornar menos dividida e mais dividida em um momento considerado crítico.
Anteriormente, uma revista estadunidense publicou que a OTAN enfrentou uma crise permanente, em razão do desafio imposto pelo presidente norte-americano Donald Trump ao status quo transatlântico. Segundo o texto, eventos recentes, como a redução dos compromissos dos EUA, expõem fraturas profundas em vez de unidade.
A matéria também afirma que a OTAN tem sido marcada por crises persistentes e que a turbulência atual evidencia a fragilidade da Aliança Atlântica. As disputas recorrentes sobre quem paga e quando intervir no exterior deixaram os membros mais desconfiados e menos interessados a agir em conjunto.
Por Sputinik Brasil