MERCADO HOSPITALAR

Medicamentos para hospitais têm alta de 0,12% em maio, aponta IPM-H

Índice desenvolvido pela Fipe em parceria com a Bionexo Tasy ainda acumula queda de 0,15% no ano e de 5,10% em 12 meses

Por Estadao Conteudo Publicado em 19/06/2026 às 16:09
Fabiano Di Pace / Ascom Sesau

Os preços dos medicamentos negociados entre fornecedores e hospitais brasileiros tiveram alta média de 0,12% em maio de 2026, de acordo com o Índice de Preços de Medicamentos para Hospitais (IPM-H). O indicador é desenvolvido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com a Bionexo Tasy.

O resultado representa a segunda elevação mensal consecutiva, após o avanço de 0,78% registrado em abril. Naquele mês, entraram em vigor os reajustes anuais autorizados pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

Mesmo com a nova alta, os dados indicam um cenário de acomodação no mercado hospitalar. Os preços dos medicamentos para hospitais acumulam queda de 0,15% em 2026 e recuo de 5,10% nos últimos 12 meses.

“O resultado de maio reforça que o mercado hospitalar continua operando sob uma dinâmica distinta daquela observada no varejo farmacêutico. Embora tenhamos registrado a segunda alta mensal consecutiva, os preços dos medicamentos negociados entre hospitais e fornecedores ainda acumulam queda no ano e nos últimos 12 meses. Isso demonstra que fatores como negociações de longo prazo, gestão de compras orientada por dados e maior eficiência operacional seguem contribuindo para um ambiente de maior estabilidade nos custos hospitalares”, afirmou Herbert Cepêra, diretor de Estratégia e Inteligência de Mercado da Bionexo Tasy.

O pesquisador Bruno Oliva, da Fipe, avaliou que a alta de 0,12% em maio reforça a leitura de avanço moderado nos preços dos medicamentos para hospitais, especialmente quando observada em conjunto com o resultado de abril e com o histórico do próprio mês na série do índice.

“Mesmo após a entrada em vigor dos reajustes autorizados pela CMED, o índice segue acumulando queda no ano e nos últimos 12 meses, indicando um cenário de acomodação dos preços negociados entre hospitais e fornecedores”, disse o economista e pesquisador da Fipe.

Em relação a outros indicadores de referência, a inflação oficial de maio, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou alta de 0,58% nos preços ao consumidor. O grupo Saúde e Cuidados Pessoais avançou 0,90% no período.

Já o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), registrou variação de 0,84% no último mês.

Informações do Banco Central também mostraram queda mensal de 0,98% na taxa média de câmbio. A apreciação da moeda brasileira se estendeu ao balanço parcial de 2026, com recuo de 8,61%, e aos últimos 12 meses, com queda de 12,06%.