OPERAÇÃO TORNIQUETE

Polícia prende 28 suspeitos de integrar o Comando Vermelho no Ceará

Justiça bloqueou contas ligadas ao grupo, investigado por movimentar ao menos R$ 1 bilhão em esquema de lavagem de dinheiro

Por Estadao Conteudo Publicado em 19/06/2026 às 15:48
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Polícia Civil do Ceará (PCCE) prendeu, nesta quinta-feira, 18, 28 pessoas acusadas de integrar a facção Comando Vermelho no Estado. A Operação Torniquete cumpriu 46 mandados de prisão relacionados aos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Do total de mandados cumpridos, 18 alvos já estavam presos. Outros 28 foram detidos durante a ofensiva policial.

Segundo a investigação, o grupo criminoso é suspeito de movimentar ao menos R$ 1 bilhão. As contas usadas nas operações financeiras foram bloqueadas pela Justiça.

Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos estados do Ceará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Amazonas, Rio de Janeiro, Tocantins e Rio Grande do Norte.

Além das prisões já realizadas, 15 pessoas com mandados de prisão preventiva seguem sendo procuradas. A ação interestadual busca desarticular o Comando Vermelho na região Norte do Ceará e em outros estados do País.

A operação é coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas do Interior Norte (Draco-Norte) e pela Delegacia de Combate aos Crimes de Lavagem de Dinheiro (DCLD), com apoio do Departamento de Inteligência Policial (DIP).

No Ceará, 41 decisões judiciais foram cumpridas pelos agentes. As investigações também resultaram na apreensão de armas de fogo, munições, 15 veículos — alguns deles de luxo — e aproximadamente R$ 100 mil em espécie, além do sequestro de cinco imóveis.

Dois advogados foram alvos

Entre os alvos da operação estão dois advogados investigados por suposta participação no esquema criminoso. Um deles foi preso em Fortaleza pelos crimes de integrar organização criminosa e lavagem de dinheiro.

De acordo com a investigação, o advogado teria participação direta na movimentação financeira do grupo criminoso. O segundo advogado foi alvo de mandado de busca e apreensão.

O escritório utilizado pelos investigados também passou por diligências policiais. As investigações apontam ainda que “o grupo criminoso possuía uma sofisticada estrutura de movimentação e ocultação de recursos ilícitos”.