Durigan quer imposto seletivo em vigor no início de 2027
Ministro defende acordo com setores afetados e líderes do Congresso para viabilizar a proposta ainda este ano
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta sexta-feira, 19, que o imposto seletivo previsto na reforma tributária, que incidirá sobre bens como bebidas alcoólicas e tabaco, seja discutido com todos os setores da economia ainda este ano. A intenção é que o tributo entre em vigor em janeiro de 2027, já no início da transição entre os sistemas.
“A ideia é que a gente pactue com os diferentes setores que vão ser impactados pelo imposto seletivo, de maneira a fazer um processo em que comecemos sem grandes discussões de imposto seletivo, mantendo a carga que hoje eles têm no IPI”, afirmou Durigan, durante entrevista ao Jota.
Inicialmente, as reuniões com os setores devem ocorrer em duas semanas, depois de uma viagem do ministro à China, prevista para o período entre os dias 20 e 28. Durigan também deve tratar do tema com líderes do Congresso para buscar um encaminhamento da proposta no Legislativo.
Segundo o ministro, a “virada de chave” precisa ser definida ainda em 2026. “A proposta tem de ser encaminhada este ano, em comum acordo com os setores e os líderes do Congresso, a tempo de cumprir a noventena”, disse.
Durigan afirmou ainda que, se houver acordo com os setores e com os líderes do Congresso, o tema poderá ser encaminhado para apresentação antes da eleição e votação depois do pleito. “Se a gente tiver um bom acordo com os setores e com os líderes do Congresso, a gente encaminha esse tema para ser votado, para ser apresentado antes da eleição e votado depois da eleição”, declarou.