SEGURANÇA PÚBLICA

Polícia Civil mira milícia suspeita de lavar R$ 25 milhões no Rio

Operação cumpre 50 mandados de busca e apreensão contra grupo que atua na região do Catiri, em Bangu

Por Estadao Conteudo Publicado em 19/06/2026 às 12:24
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza, nesta sexta-feira, 19, uma operação contra uma milícia suspeita de movimentar R$ 25 milhões na capital fluminense. O grupo paramilitar atua na região do Catiri, em Bangu, na zona oeste do Rio.

De acordo com o Governo do Rio, a ação tem o objetivo de “enfraquecer a estrutura financeira do grupo, que é investigado por extorsão, lavagem de dinheiro e exploração ilegal de moradores, comerciantes e empresas”.

As equipes cumprem 50 mandados de busca e apreensão na capital, na Baixada Fluminense e no interior do Estado. A pedido da polícia, a Justiça autorizou o bloqueio de contas bancárias, bens e valores ligados aos investigados, que somam R$ 25 milhões.

A operação é coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), com apoio do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC), do Departamento-Geral de Polícia da Baixada (DGPB) e da Corregedoria da Polícia Militar.

As investigações tiveram início após denúncias de cobranças ilegais feitas a uma empresa responsável por obras públicas de infraestrutura e saneamento na região. Segundo a Polícia Civil, os criminosos exigiam pagamentos para permitir a continuidade dos serviços e a permanência dos trabalhadores no local.

Com a análise das movimentações financeiras, os policiais identificaram uma rede usada para ocultar a origem dos recursos obtidos ilegalmente. As investigações apontam que o grupo utilizava contas bancárias de laranjas e empresas para movimentar o dinheiro e dificultar o rastreamento dos valores.

“As investigações também identificaram uma estrutura organizada, com integrantes responsáveis pelo controle das atividades criminosas e outros encarregados da administração dos recursos financeiros. Um agente público é investigado por possível envolvimento com a organização criminosa”, informou a Polícia Civil.

Além das extorsões contra empresas prestadoras de serviço, as investigações indicam que o grupo mantinha um esquema permanente de cobranças ilegais contra comerciantes, moradores e pessoas que desenvolvem atividades econômicas em áreas sob sua influência.