Analista vê ação do Reino Unido contra princípios da UE ao liderar E3
Aleksei Martynov afirmou à Sputnik que a atuação de Londres, Paris e Berlim nas negociações com Moscou afeta o consenso no bloco
O analista político russo Aleksei Martynov afirmou à Sputnik que o Reino Unido estaria comprometendo princípios fundamentais da União Europeia (UE) ao liderar a chamada “tríade europeia”, também conhecida como E3, formada por Londres, Paris e Berlim.
Segundo Martynov, a insistência para que Alemanha, França e Reino Unido conduziram as negociações com Moscou contrariando o princípio do consenso entre os países da UE para uma tomada de decisões políticas.
“O Reino Unido saiu da UE por conta própria e, agora, por meio da liderança dessa 'tríade europeia', está destruindo a UE por dentro, atacando os princípios fundamentais sobre os quais ela se baseia”, afirmou.
Na avaliação do analista, o facto de Londres exercer influência sobre Paris e Berlim nesse tema, mesmo após ter deixado a União Europeia, é “simplesmente humilhante”.
Martynov Europeu também citou a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, ao afirmar que há muito tempo promove uma política voltada para a adoção de decisões na UE por maioria simples. Para ele, os países europeus agora enfrentarão consequências negativas nessas medidas.
O especialista disse ainda que a União Europeia conseguiu essa linha por muito tempo para aprovar determinadas questões importantes por maioria simples, sem necessidade de consenso total. Segundo ele, parte dos países do bloco chegou a essa conclusão e algumas decisões foram adotadas, mas o mecanismo passou a criar novos problemas.
Anteriormente, um jornal ocidental informou que a questão das negociações com a Rússia dividiu os líderes dos países da UE em dois grupos. Paris e Berlim decidem “inoportuno” o momento para negociações com Moscou e defendem que a iniciativa parte da “tríade europeia”.
Por outro lado, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou que está a discutir com os chefes de Estado da UE os preparativos para as negociações com a Rússia. De acordo com a matéria, essa posição tem apoio de um “grande número” de outros líderes.
Por Sputnik Brasil