Ben-Gvir cobra reação mais dura de Israel contra Líbano e Hezbollah
Declarações do ministro da Segurança Nacional israelense geraram críticas do Irã; imprensa informou possível cessar-fogo
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, defendeu nesta sexta-feira, 19, uma resposta mais dura contra o Líbano e o Hezbollah. Na publicação no X, o líder do partido de extrema direita Otzma Yehudit afirmou que, “por cada lágrima derramada por uma mãe israelense, mil mães libanesas devem chorar”, e disse que “todo o Líbano deve arder”.
Ben-Gvir também afirmou que Israel não deve agir com contenção diante dos ataques do Hezbollah. “Com todo o respeito aos americanos, Israel precisa deixar claro para o mundo inteiro que o sangue de nossos filhos e a segurança de nossos cidadãos não estão à mercê de ninguém”, escreveu.
Segundo o ministro, o governo israelense deve priorizar a proteção dos cidadãos e dos militares do país, acima de qualquer outra consideração.
Integrante do gabinete de Benjamin Netanyahu, Ben-Gvir criticou respostas fornecidas ao grupo libanês. "Chega de jogo de empurrar. No Oriente Médio não se vence com respostas comedidas e contenção", afirmou. "É preciso enlouquecer. Apagar. Derrotar o terrorismo de forma decisiva."
As declarações provocaram a ocorrência do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi. Também em publicação no X, o chanceler disse que as falas não partiram de “um lunático genocida qualquer”, mas do ministro da Segurança Nacional de Israel.
Araghchi classificou o governo israelense como uma “seita genocida da morte sediada em Tel-Aviv” e afirmou que o regime representa “uma ameaça para toda a humanidade”. De acordo com ele, o único interesse de Israel é a “guerra permanente”.
Pouco antes do fechamento deste texto, a CNN informou que Netanyahu não pretende ampliar os ataques ao Líbano. A Reuters noticiou que Israel e Hezbollah concordaram com um cessar-fogo a partir das 10 horas, no horário de Brasília, segundo um alto funcionário norte-americano.