ACORDO INTERNACIONAL

Trump antecipou assinatura de memorando com o Irã em jantar na França, diz jornal

Segundo o Wall Street Journal, cerimônia estava prevista para ocorrer na Suíça, mas o presidente dos EUA formalizou o documento um dia antes.

Por Sputnik Brasil Publicado em 19/06/2026 às 01:01
Trump assinou memorando com o Irã durante jantar em Versalhes, segundo jornal © AP Photo / Julia Demaree Nikhinson

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, surpreendeu parte de seus assessores ao decidir assinar o memorando de entendimento com o Irã durante um jantar no Palácio de Versalhes, nos arredores de Paris, informou nesta quinta-feira (19) o Wall Street Journal, citando fontes familiarizadas com o assunto.

A assinatura oficial estava prevista para sexta-feira (20), na Suíça, mas Trump optou por formalizar o acordo um dia antes.

Segundo o jornal, Trump decidiu inesperadamente assinar o documento durante o jantar no Palácio de Versalhes, surpreendendo assessores que preparavam um evento separado para a assinatura na sexta-feira.

A expectativa era de que a delegação norte-americana na reunião da Suíça fosse liderada pelo vice-presidente JD Vance. No entanto, a Casa Branca informou que a viagem de Vance, prevista para o fim da semana, foi cancelada.

Na quinta-feira (18), Irã e Estados Unidos assinaram remotamente um memorando que prevê o encerramento do conflito militar iniciado em 28 de fevereiro. O documento também estabelece prazos para a retirada do bloqueio naval imposto pelos EUA e para a normalização da navegação iraniana no estreito de Ormuz.

Teerã também se comprometeu a não desenvolver armas nucleares. A questão do programa nuclear iraniano deverá ser tratada em um acordo separado, com negociações previstas para os próximos 60 dias. A expectativa é que o processo resulte na suspensão das sanções impostas ao país.

Composto por 14 pontos, o texto prevê o cessar-fogo imediato e permanente das operações militares. A repórteres, Trump afirmou que a data não é rígida e pode ser estendida se Teerã demonstrar cooperação. Caso contrário, as ações militares voltariam a ocorrer.

Segundo Trump, o Irã poderá continuar desenvolvendo mísseis balísticos. Ele argumentou que outros países da região mantêm arsenais, como Arábia Saudita e Catar, e que não seria um problema o Irã tê-los “proporcionalmente”.

Por Sputinik Brasil