Marinha dos EUA prevê estreia de míssil hipersônico apenas para 2029
Documentos orçamentários apontam pedido de US$ 750,4 milhões para a compra inicial de 12 mísseis CPS
As primeiras armas hipersônicas da Marinha dos Estados Unidos devem entrar em serviço somente no fim de 2029, conforme documentos orçamentários do Pentágono analisados pela Sputnik.
O armamento citado é o Sistema de Ataque Convencional Rápido (CPS, na sigla em inglês), previsto para ser o primeiro míssil hipersônico incorporado à frota naval norte-americana. Segundo os documentos, o contrato de aquisição do sistema deve ser firmado em outubro de 2026, enquanto a entrega do primeiro lote de produção em série está prevista para novembro de 2029.
Para a compra inicial de 12 mísseis, a Marinha dos EUA solicitou US$ 750,4 milhões, o equivalente a R$ 3,8 bilhões. O valor representa custo superior a US$ 62 milhões, ou R$ 321,3 milhões, por unidade. A Lockheed Martin é apontada como provável contratada do projeto.
No total, o Pentágono pediu US$ 2,73 bilhões, cerca de R$ 14,1 bilhões, para o programa CPS no ano fiscal de 2027. Desse montante, US$ 1,79 bilhão, ou R$ 9,2 bilhões, será destinado ao desenvolvimento do míssil e à ampliação da capacidade de produção para até 24 unidades por ano.
Outros US$ 188,4 milhões serão aplicados na aquisição de lançadores para submarinos, que deverão servir como plataformas para o novo sistema de armas.
A Marinha da Rússia passou a operar armamentos hipersônicos em 2023. O míssil de lançamento naval Zircon já foi colocado em serviço e utilizado em combate. De acordo com o Ministério da Defesa russo, o armamento pode atingir velocidade de até Mach 9, mais de 11 mil km/h, e alcançar alvos a até 1.500 quilômetros de distância.
Por Sputnik Brasil