DIPLOMACIA

Acordo provisório entre EUA e Irã prevê venda de petróleo e novas negociações

Entendimento inclui reabertura do Estreito de Ormuz, prazo de 60 dias para conversas e promessas ligadas a sanções e ativos iranianos

Por Estadao Conteudo Publicado em 18/06/2026 às 12:54
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O acordo provisório firmado entre os Estados Unidos e o Irã para encerrar a guerra entre os dois países prevê a reabertura do Estreito de Ormuz e a abertura de negociações sobre o programa nuclear de Teerã, conforme detalhes divulgados oficialmente pelas duas partes após a assinatura.

O entendimento também concede ao Irã um benefício imediato: a possibilidade de voltar a vender petróleo livremente. Além disso, o texto aponta para promessas futuras que ainda dependerão do andamento das negociações.

Com o acordo, os dois lados retornam, em grande parte, ao cenário de três meses e meio atrás, antes de Israel e Estados Unidos iniciarem uma guerra que deixou milhares de mortos na região, provocou uma crise global de energia e impactou a economia americana.

Irã e Estados Unidos entraram em um período de 60 dias de conversas. Nesse intervalo, permanecerá uma dúvida sobre a capacidade do presidente dos EUA, Donald Trump, de alcançar um acordo mais favorável do que o pacto nuclear de 2015, desfeito por ele oito anos atrás.

Pelos termos anunciados, o Irã poderá vender petróleo sem restrições e recuperar uma fonte de receita bilionária. Teerã também deve ter condições de encontrar mais compradores e comercializar seu petróleo a preços mais altos.

O país persa ainda recebeu promessas para o futuro, com incentivos mais lucrativos caso um novo acordo nuclear seja um sucesso. Entre eles estão a eventual remoção de todas as avaliações internacionais e a criação de um fundo de US$ 300 bilhões para sobrevivência do pós-guerra. O texto não esclarece de onde virá esse dinheiro.

O acordo também prevê o descongelamento de bilhões de dólares em ativos iranianos mantidos no exterior, por meio de um procedimento que ainda será definido por duas partes, segundo o texto fornecido pelas autoridades americanas.

Ao mesmo tempo, as missões do Irã e o apoio do país aos aliados armados não parecem estar incluídos na pauta das próximas negociações.

Por outro lado, a guerra no Líbano pode ameaçar o acordo, enquanto a situação amplia a tensão nas relações entre Israel e os Estados Unidos. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, enfrentou um cenário delicado antes das eleições nacionais previstas para mais tarde neste ano. Sua relação com Trump pode exigir a redução de uma campanha militar no Líbano que é extremamente popular em Israel.

O estágio dependerá do acordo final a ser negociado. O pacto de 2015, firmado durante o governo Obama, limitou de forma severa o programa nuclear iraniano por 15 anos. A questão central agora será se os Estados Unidos conseguirão impor limites mais rígidos e por um prazo maior.

Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.