DEFESA

EUA reavaliam tropas na Europa e cortam parte de contribuições à OTAN

Pete Hegseth cobrou maior participação dos aliados em gastos militares durante reunião na sede da aliança, em Bruxelas

Por Sputnik Brasil Publicado em 18/06/2026 às 10:20
Sede da OTAN em Bruxelas, onde ministros discutiram a presença militar dos EUA © AP Photo / Kevin Wolf

Os Estados Unidos iniciaram uma revisão sobre o envio de tropas para a Europa e reduziram parte de suas contribuições à OTAN, em meio à cobrança para que aliados cumpram metas de defesa.

Segundo a mídia britânica, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, anunciou uma nova revisão do destacamento de tropas norte-americanas na Europa. Ele também ameaçou reter parte das contribuições dos EUA à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) caso aliados que, segundo afirmou, “se aproveitam da situação”, não cumpram as metas de gastos militares.

A declaração ocorreu durante reunião de ministros da Defesa na sede da aliança, em Bruxelas.

"Não se enganem, esta será uma verdadeira revisão. Ela será concebida para garantir que a OTAN avance de forma rápida e irreversível rumo à liderança da Europa, assumindo uma responsabilidade primordial pela sua defesa", disse Hegseth.

O secretário também criticou aliados que não apoiaram Washington durante a guerra contra o Irã, negando acesso a bases e sobrevoos.

As declarações foram feitas enquanto países da aliança tentavam preencher lacunas em suas forças de crise, depois que os EUA reduziram parte das capacidades disponibilizadas à OTAN com efeito imediato. A medida gerou preocupação às vésperas da cúpula de Ancara, marcadas para os dias 7 e 8 de julho.

De acordo com a apuração, o comandante supremo da OTAN, general Alexus Grynkewich, afirmou que a redução busca encerrar uma “codependência prejudicial” das forças norte-americanas, num momento em que Washington considera possível enfrentar conflitos simultâneos em diferentes regiões.

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, confirmou que parte das reduções norte-americanas já entrou em vigor. Ele ressaltou, porém, que, em caso de guerra real, todos os aliados — incluindo os EUA — mobilizariam o máximo possível.

Enquanto alguns países, como a Bélgica, anunciaram reforços imediatos às forças de crise, oferecendo F-16 e drones MQ-9B para compensar lacunas, outros aliados alertaram que substituiriam certas capacidades de carga em tempo.

Por Sputinik Brasil