DIPLOMACIA

Trump assina acordo com Irã para reabrir Ormuz e aliviar sanções

Pacto prevê fim das hostilidades, diluição de urânio altamente enriquecido e novas negociações sobre o programa nuclear iraniano

Por Estadao Conteudo Publicado em 18/06/2026 às 07:12
Trump © AP Photo / Jacquelyn Martin

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na quarta-feira, 17, um acordo de paz com o Irã que prevê a diluição do estoque iraniano de urânio altamente enriquecido. Em troca, a Casa Branca aliviará as sanções impostas ao país, permitindo que Teerã volte ao mercado global de petróleo.

Segundo o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que mediou as negociações, o pacto para encerrar a guerra entrou em vigor imediatamente após a assinatura.

O texto estabelece o fim permanente das hostilidades e abre um prazo de 60 dias para tratativas sobre o futuro do programa nuclear iraniano. O acerto vinha sendo mantido sob sigilo e cercado de informações desencontradas desde o anúncio feito em domingo, 14.

As autoridades americanas não divulgaram detalhes do documento, mesmo depois de informarem que Trump e o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, concluíram o acordo digitalmente. Trump assinou uma cópia física na quarta-feira, durante um jantar com o presidente da França, Emmanuel Macron, em Versalhes. “Está assinado”, afirmou Trump. "Isso não foi fácil."

Uma cerimônia oficial de assinatura estava prevista para sexta-feira, 19, na Suíça, mas ainda não há confirmação sobre a manutenção do evento. Estados Unidos, Irã e Paquistão apresentaram versões conflitantes sobre o assunto.

Em Teerã, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, assinou o documento com expressão séria, de acordo com a agência estatal de notícias Irna.

A íntegra do acordo ainda não foi publicada pela Casa Branca nem pelo regime iraniano. Até o momento, as informações conhecidas foram divulgadas de forma extraoficial por autoridades americanas e pela mídia oficial do Irã.

Fontes dos dois países afirmaram que o pacto prevê o fim das hostilidades, a retomada das negociações sobre o programa nuclear iraniano e a reabertura do Estreito de Ormuz. A passagem marítima ficará sem cobrança de pedágios por dois meses, mas o Irã poderá instituir taxas posteriormente.

Como contrapartida, o governo americano suspenderá as avaliações contra o Irã, sem eliminá-las integralmente. O texto também prevê a manutenção da supervisão territorial do Líbano diante da invasão de Israel contra o grupo Hezbollah, aliado de Teerã. O governo israelense, no entanto, rejeita deixar as áreas ocupadas no sul do Líbano.

O acordo cria ainda um fundo de US$ 300 bilhões para a assistência do Irã, mas o financiamento da medida depende do avanço das negociações.

A guerra começou em 28 de fevereiro, após um ataque das forças americanas e israelenses contra o território iraniano. O objetivo declarado da explosão era impedir que o país desenvolvesse armamento nuclear. Durante o conflito, Trump apresentou outras motivações, como a derrubada do regime iraniano, ou que não ocorreu, apesar do assassinato do aiatolá Ali Khamenei. O líder supremo do Irã foi substituído pelo filho, Mojtaba Khamenei.

O Irã afirma manter um programa nuclear com fins pacíficos, mas é o único país que enriquece urânio a 60% sem declarar o uso bélico da substância. Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.