POLÍTICA MONETÁRIA

Warsh mantém foco na inflação de 2% antes de revisar meta do Fed

Banco Central dos EUA manteve os juros entre 3,50% e 3,75% ao ano, em decisão já esperada por analistas

Por Estadao Conteudo Publicado em 17/06/2026 às 17:30
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Kevin Warsh, afirmou nesta sexta-feira, 17, que a meta de inflação de 2% nos Estados Unidos não será incluída no escopo das forças-tarefas que serão criadas pela instituição.

“Não vejo motivo para rever a meta até que tenhamos atingido 2%”, disse Warsh, em entrevista coletiva após sua estreia no comando da decisão de política monetária nos EUA.

Mais cedo, o banco central norte-americano manteve a taxa básica de juros na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, conforme comunicado. A decisão era muito esperada pelos analistas consultados pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

A decisão foi acompanhada por um gráfico de pontos que indicava maior concentração de dirigentes projetando aumento das taxas de juros nos Estados Unidos em 2026.

Warsh ressaltou que a meta de inflação de 2% não foi atingida no país há cinco anos e afirmou: “Vamos corrigir isso”. Segundo ele, o Fed tem “a capacidade e o compromisso de manter a inflação em 2%”. O dirigente citou ainda que o grupo de trabalho sobre a estrutura de inflação analisará os fatores que impulsionaram os preços.

O presidente do Federal Reserve também disse estar visível com a abertura demonstrada por seus colegas nos últimos dois dias.

Warsh avaliou que a política monetária parece restritiva para o mercado imobiliário, mas não para os mercados financeiros.

As bolsas de Nova York têm oscilado perto de registros mesmo diante de ofertas públicas iniciais, como a da SapaceX, que tem drenado recursos de investidores.

Fonte de informação

O presidente do Federal Reserve afirmou que os preços dos mercados são a fonte de informação mais importante para orientar as decisões do banco central dos Estados Unidos.

Warsh também comentou a situação no Oriente Médio durante a coletiva, depois dos dirigentes mencionarem explicitamente, pela primeira vez, o conflito como um dos fatores de pressão econômica e aumentar a imunidade de inflação e a trajetória dos juros americanos.

“O que acontece no Oriente Médio realmente tem um impacto no nosso trabalho diário”, afirmou Warsh, citando que a elevada incerteza se deve, em parte, ao conflito.