MERCADOS

Bolsas europeias encerram em alta moderada antes de decisão do Fed

Investidores acompanharam dados de inflação na Europa e no Reino Unido, além de expectativas sobre acordo provisório entre EUA e Irã

Por Estadao Conteudo Publicado em 17/06/2026 às 13:28
Bolsas da Europa Ilustração

As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em alta nesta quarta-feira, 17, em um pregão marcado por cautela antes da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos). O mercado também acompanhou a expectativa por novos detalhes sobre o acordo provisório entre Estados Unidos e Irã.

Os investidores ainda repercutiram sinais mistos de inflação na Europa e no Reino Unido, ao mesmo tempo em que avaliavam possíveis efeitos do conflito no Oriente Médio sobre o crescimento econômico e os preços de energia.

Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,14%, para 10.508,61 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,08%, para 24.931,55 pontos. Em Paris, o CAC 40 recuou 0,20%, para 8.430,79 pontos. Em Milão, o FTSE MIB teve alta de 0,31%, para 52.595,23 pontos.

Em Madri, o Ibex 35 subiu 1,20%, para 19.392,90 pontos. Já em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,76%, para 9.090,72 pontos. As cotações são preliminares.

A inflação ao consumidor da zona do euro acelerou para 3,2% em maio, confirmando a leitura preliminar do Eurostat e ficando acima da meta de 2% do Banco Central Europeu (BCE). O dirigente do BCE Gediminas Simkus afirmou que ao menos mais uma alta de juros é mais provável que a manutenção das taxas, diante da persistência das pressões inflacionárias.

No Reino Unido, o CPI permanece estável em 2,8% em maio, abaixo da expectativa do mercado. Para a Capital Economics, a inflação britânica ainda pode se aproximar de 4% nos próximos meses, mas a recente queda do petróleo reduz a necessidade de juros pelo Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês).

O ING prevê pico próximo de 3,5% em setembro, sem que isso justifique novas elevações de juros.

Entre as ações, a BMW caiu 8,69% depois de reduzir sua projeção anual de lucro. A empresa citou as restrições do mercado chinês e os efeitos indiretos da guerra no Oriente Médio. O desempenho pressionou o setor automotivo europeu, que recuperou 3,4%.

Na direção oposta, a suíça Straumann avançou 10,2% após elevar sua perspectiva de rentabilidade para o ano, favorecida por tarifas menores do que o esperado e por medidas de redução de custos.

O setor de energia caiu 0,1%, apesar da alta do petróleo, enquanto investidores avaliavam os termos vazados do memorando entre Washington e Teerã.

Com informações da Dow Jones Newswires