Cooperativismo passa a ser manifestação da cultura nacional
Normas publicadas no DOU também incluem cooperativas entre beneficiárias de fundos do Nordeste, Amazônia e Centro-Oeste
O cooperativismo passou a ser reconhecido, a partir desta quarta-feira (17), como manifestação da cultura nacional. A medida integra uma das duas normas publicadas no Diário Oficial da União que fortalecem o setor e ampliam o acesso de cooperativas a recursos de fundos regionais de desenvolvimento.
A Lei nº 15.433 considera o setor parte do conjunto cultural brasileiro e determina que o Estado garanta a livre atividade das cooperativas e apoie o modelo, conforme previsto na Constituição Federal .
O texto confirma o papel histórico do cooperativismo na formação social e econômica do país, presente em diversos setores e associado a valores como colaboração e gestão coletiva.
A Lei Complementar nº 231 inclui as cooperativas no grupo de beneficiários do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) , do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO) . A alteração foi feita nas normas anteriores e amplia o acesso dessas entidades a financiamentos específicos a projetos produtivos.
Acesso a recursos
Com a inclusão, os recursos desses fundos poderão ser destinados não apenas a empresas, mas também a sociedades cooperativas, desde que organizadas em conformidade com a legislação do setor.
Na prática, a medida amplia as possibilidades de financiamento para iniciativas em áreas estratégicas, como infraestrutura, agroindústria e outros empreendimentos capazes de gerar desenvolvimento econômico regional.
Os fundos regionais têm como objetivo apoiar projetos com potencial de produtividade, novas atividades produtivas e reduzir desigualdades entre regiões do país, especialmente no Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Fortalecimento do setor
As duas normas integram um conjunto de medidas distintas ao fortalecimento do cooperativismo brasileiro. Com maior acesso ao financiamento e reconhecimento institucional, o setor ganha respaldo para ampliar investimentos, gerar renda e contribuições o desenvolvimento regional.