ORIENTE MÉDIO

G7 apoia acordo preliminar de Trump com Irã sobre Estreito de Ormuz

Entendimento prevê reabertura da rota marítima, avanço em cessar-fogo e possível suspensão de sanções em caso de acordo nuclear definitivo

Por Estadao Conteudo Publicado em 17/06/2026 às 08:54
Presidente Donald Trump cercado por líderes em cúpula do G7 © ANSA/EPA

Os líderes do G7 manifestaram apoio, nesta quarta-feira (17), ao acordo preliminar negociado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o Irã para reabrir o Estreito de Ormuz e ampliar um cessar-fogo considerado frágil no Oriente Médio.

Em comunicado conjunto, os países classificaram o entendimento como uma "oportunidade histórica" ​​para impedir que Teerã transportasse armas nucleares. O grupo também afirmou estar pronto para colaborar na implementação do pacto.

De acordo com as versões vazadas do documento, o Irã se comprometeria a reabrir imediatamente o Estreito de Ormuz após a assinatura do acordo e retomaria a exportação de petróleo sem restrições. Como contrapartida, os Estados Unidos agiram para suspender as avaliações americanas e a ONU caso fosse firmado um acordo definitivo sobre o programa nuclear iraniano.

O texto deverá ser formalmente assinado na Suíça na sexta-feira, 19.

Trump, no entanto, disse que os detalhes seguem em sigilo. “Ninguém sabe o que é, mas é muito forte”, afirmou o presidente aos jornalistas durante encontro com o líder egípcio Abdel-Fattah el-Sissi.

O apoio do G7 ocorre em um momento em que Trump enfrentou resistência dentro de seu próprio partido, onde há questionamentos sobre a capacidade do acordo de conter as ambições nucleares do Irã.

Ao mesmo tempo, aumenta a pressão internacional para que o entendimento assegure a retomada segura da navegação em Ormuz, por onde passamos cerca de um quinto do comércio global de petróleo e gás antes do conflito iniciado em fevereiro.

Os líderes do grupo defenderam uma missão marítima dirigida pela França e Reino Unido para proteger as embarcações comerciais e verificar a remoção de minas na região.

O acordo também prevê o fim imediato dos combates entre Israel e o Hezbollah no Líbano, considerado um dos pontos mais sensíveis das negociações. O G7 declarou apoio aos esforços libaneses para desarmar o grupo e preservar a soberania do país.

Em declarações separadas, os líderes reforçaram ainda o apoio à Ucrânia, prometeram ampliar as avaliações contra a Rússia e intensificar o combate ao tráfico internacional de drogas, ao contrabando de migrantes e ao tráfico de pessoas.

Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.