ECONOMIA INTERNACIONAL

China cria mecanismos para ampliar uso do yuan no mercado global

Banco central chinês anunciou recompra para liquidez em yuan e programa piloto de câmbio offshore em Xangai

Por Estadao Conteudo Publicado em 17/06/2026 às 07:09
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Autoridades chinesas anunciaram nesta quarta-feira (17) um conjunto de medidas para incentivar o uso internacional do yuan. As ações fazem parte de um novo esforço para fortalecer a infraestrutura financeira do país e reduzir a exposição da economia chinesa a choques externos.

O presidente do Banco Popular da China (PBoC), Pan Gongsheng, informou que será criado um mecanismo de recompra para permitir que autoridades financeiras estrangeiras, incluindo fundos soberanos, obtenham liquidez em yuan junto ao banco central chinês, com o uso de títulos como garantia.

Durante discurso a executivos financeiros em Xangai, o Pan também anunciou que a China lançará um programa piloto de negociação de câmbio de yuan offshore na Zona de Livre Comércio de Xangai. Segundo o líder, a iniciativa busca transformar a cidade em um centro global de alocação de ativos e gestão de risco denominado em yuan.

Ao tratar a condução da política monetária chinesa, Pan afirmou que o PBoC adotará medidas para aperfeiçoar o mecanismo de regulação das taxas de juros de curto prazo.

As iniciativas indicam que as autoridades chinesas podem passar a usar a taxa overnight do banco central como principal referência de política monetária, como ocorre na maior parte dos países. Atualmente, o principal referencial do PBoC é uma taxa de recompra reversa de sete dias.

Pan disse ainda que a autoridade monetária está desenvolvendo ferramentas para oferecer liquidez de emergência a instituições não bancárias em momentos de crise.

Apesar dos anúncios, o discurso do presidente do PBoC não sinalizou flexibilização da política monetária. A fala ocorreu após a divulgação, na véspera, de indicadores fracos da economia chinesa. Em maio, houve uma primeira queda nos gastos do consumidor chinês em mais de três anos, além de uma nova redução nos gastos com investimentos.

Fonte: Dow Jones Newswires.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.